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“Jonas Savimbi merece o seu lugar na história de Angola”, diz general Numa

António Cassoma

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O general na reserva Abílio Augusto Kamalata Numa disse ontem, em entrevista ao Correio da Kianda, que o seu partido vai continuar a lutar para que Jonas Malheiro Savimbi seja reconhecido e conhecido na sua integridade e não apenas como um vilão. De acordo com o General Numa, tem havido pouco esforço por parte da UNITA no sentido de divulgar a vida e a obra do fundador do partido.

Kamalata Numa, durante a entrevista ao nosso jornal, que marcou por ocasião do 86º aniversário natalício de Jonas Savimbi, comemorado ontem, afirmou que o presidente fundador do Galo Negro, junto com o presidente fundador da FNLA, Holden Roberto, marcaram profundamente a história de Angola, de África e do mundo e os “seus feitos transcenderam as fronteiras do país”.

Segundo o general na reserva, a falta de interesse de diálogo do partido-Estado é que tem retardado o reconhecimento de Jonas Savimbi na história de Angola.

“O partido tem feito contacto com o governo angolano para estabelecimento de um diálogo mais permanente, que consiga resolver todos os pendentes relacionados com os acordos e com a nossa história, infelizmente, as respostas que vêm do governo não são satisfatórias”, lamentou.

Numa diz que o MPLA está “mais preocupado consigo próprio, mas a UNITA vai fazendo o seu caminho, e nós vamos continuar a insistir para que Jonas Savimbi seja reconhecido como um nacionalista, um patriota e um angolano que merece o seu lugar na história de Angola”.

“Quem fala de Jonas Savimbi também fala de Holden Roberto, que teve um papel importante na luta para independência de Angola. São pendentes da nossa reconciliação nacional, nos ícones da história de Angola, têm imensos e milhares de apoiantes, por dentro e fora do país, seria bom que o governo estendesse isso”, apontou.

Para o secretário nacional dos antigos combatentes e veteranos da pátria da UNITA, independentemente das suas falhas enquanto humano, que as reconheceu e pediu desculpas antes de morrer, também “ele fez muito mais bem do que mal aos angolanos. Por isso hoje, erga-se para este monumento da nossa historia sentimento de gratidão”, finalizou.

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