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Politica

João Lourenço volta a nomear sem consentimento do visado

O presidente da República, João Lourenço, voltou a fazer mexidas no seu executivo, com a nomeação de novos governadores para as províncias do Huambo, Bié, Huila, Cunene e Lunda Sul. Este último, nomeado sem o seu conhecimento.

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Esta, é a terceira nomeação na era Lourencista que dá força à ideia de que algumas nomeações para o Executivo são feitas sem o conhecimento dos visados.

O primeiro episodio, ocorreu o ano passado com a arquitecta Ângela Mingas, que naltura foi nomeada secretária de Estado para o Ordenamento do Território, na qual terá tido conhecimento num programa de TV. Informada das novas funções pelo então apresentador do programa “Hora Quente”, que era exibida na TPA2, Joel Benoliel, Angela Mingas, não conseguiu esconder a estupefacção, perguntando mesmo ao apresentador, se se tratava de uma piada.

O segundo episodio, terá ocorrido com António Rodrigues Afonso Paulo, que tinha sido indicado para ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, e que terá sido consumada à sua revelia. É pelo menos esse o motivo que tem sido apontado para explicar o facto de ter faltado à cerimónia de tomada de posse dos novos ministros, decisão que lhe valeu, entretanto, a exoneração.

E agora, João Lourenço, volta a nomear um governante, sem o seu conhecimento. Trata-se do jovem Daniel Neto, que foi nomeado para exercer o cargo de governador provincial da Lunda Sul, em substituição de Ernesto Kitekulo, seu antigo chefe, já que a data da sua nomeação, Daniel Neto, exercia as funções de Administrador Municipal de Saurimo.

Segundo o NJ, que cita testemunhas oculares na cidade de Saurimo, o anúncio da exoneração de Ernesto Kiteculo e a nomeação de Daniel Neto, cuja informação apanhou o governador da Lunda-Sul e o administrador de Saurimo, respectivamente, de surpresa e em plena actividade de campo.

“A informação apanhou os dois em plena actividade. De repente, aquilo pro- vocou um clima de incertezas e um ambiente inusitado. Não se sabia como tratar um nem o outro, não se sabia quem era realmente, ali, o chefe”, conta um dos populares ouvida pelo NJ.

A fonte observa, entretanto, que as vozes que se ouviram contra a exoneração de Ernesto Kiteculo “não significam directamente” uma oposição contra Daniel Neto, empossado nesta quinta-feira, 13, pelo PR, governador da Lunda-Sul.

“O governador Kiteculo fez muito pela província em apenas um ano: implementou medidas sociais muito boas, visitava e convivia com as populações, frequentava os hospitais públicos, o saneamento da província melhorou muito. Por isso, era apreciado sobretudo pela juventude. Mas o Daniel Félix Neto não fica atrás. Aliás, fez parte do elenco do governador Kiteculo, enquanto administrador de Saurimo. É também um filho da terra, conhecido e apreciado pelos jovens”, narrou a fonte.

Domingos Manuel, um popular ouvido pelo Correio da Kianda, fala em uma cultura de arrogância que caracteriza os governos do MPLA, que pensam que todo mundo almeja cargos de relevância política. Assim nomeiam os outros sem avisá-los como se os nomeados a revelia estivessem morrendo para ter tais cargos. Concluiu!

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