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Politica

João Lourenço “vai mudar muita coisa” em Angola, diz ex-dirigente da UNITA

A economista angolana Fátima Roque, ex-dirigente da UNITA, afirmou, em declarações à Lusa, que o Presidente da República, João Lourenço, no cargo desde 2017, vai “mudar” o país, necessitando apenas de tempo para o fazer.

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Em entrevista à Lusa, a propósito do lançamento, hoje, do seu livro ‘Uma Década de África’, Fátima Roque, uma das figuras mais influentes da UNITA na liderança de Jonas Savimbi, afirma acreditar no trabalho que está a ser feito por João Lourenço, Presidente da República e desde 2018 líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Acredito que a liderança de João Lourenço vai, de facto – não tão rapidamente como nós gostaríamos, porque Roma e Pavia não se fizeram num dia -, mudar muita coisa em Angola“, disse.

Fátima Roque é autora do livro editado pela Leya, no qual fala do seu país e que crítica as lideranças africanas. Contudo, Angola é um exemplo entre os poucos países que estão no “bom caminho” em África.

Defende que João Lourenço “sabe o quer, sabe como fazer, e só ainda não tem os meios, porque encontrou, infelizmente, os cofres vazios”.

“Talvez precise também de mais capital humano. Mas ele vai mudar Angola”, afirmou Fátima Roque, que chegou a ser considerada ‘ministra’ das Finanças da UNITA, antes da morte, em 2002, de Jonas Savimbi, líder histórico do movimento do ‘galo negro’.

Referindo-se ainda ao actual Presidente angolano, que sucedeu a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos, a economista diz que é necessário dar tempo para o seu exercício: “Deem-lhe tempo. Talvez não numa legislatura, em duas, deem-lhe tempo. Mas João Lourenço vai mudar Angola”.

Posição contrária assume face à actual oposição em Angola, que continua a ter na UNITA o principal partido. Fátima Roque fala mesmo numa oposição que actualmente é “muito fraca”. “Muito fraco mesmo, fraquíssimo”, acrescenta, referindo-se ao papel que a UNITA tem assumido na oposição.

Igualmente a propósito do livro que lança hoje, a economista aponta outros exemplos de países que estão “no bom caminho”, além de Angola, como a África do Sul e o Senegal.

“A Nigéria é um desastre e é uma pena, porque é a maior economia de África”, comenta. Cabo Verde, ao contrário, diz, é um “sucesso”, enquanto a Guiné-Bissau é “um país falhado, completamente”, tal como São Tomé e Príncipe.

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