Connect with us

Politica

João Lourenço vai aceitar convite para mediar conflito no Sahel, afirma especialista

Published

on

O especialista em relações internacionais, Crisóstomo Chipilica, entende que o convite feito a João Lourenço para mediar o conflito que se vive na região do Sahel, representa a grandeza com que Angola é vista ao nível de África e do mundo, tendo em consideração o título atribuído ao Presidente angolano como Campeão da Paz.

Chipilica acredita que o presidente João Lourenço poderá aceitar o convite, sob pena de diminuir o seu capital na diplomacia da paz, o especialista entende que não só ganha o país, mas o continente por ser candidato a liderança da União Africana.

Ao nível da política internacional e do estado, tem um outro efeito positivo, por o estadista marfinense identificar as qualidades do Presidente João Lourenço que podem influenciar na estabilidade daquela região.

O Presidente João Lourenço foi convidado recentemente pelo seu homólogo da Costa do Marfim, Alassane Ouatrá, com vista a mediar o conflito que se vive na região do Sahel, para restabelecer o dialogo com as juntas que tomaram o poder no Mali, no Burkina Faso e Níger e que as eleições sejam organizadas nesses países num prazo razoável.

Segundo a Jeune Afrique, Lourenço, foi o seu homólogo costa-marfinense, Alassane Outtara, quem colocou o assunto em cima da mesa, esperando encontrar uma solução para o impasse em que se encontra a sub-região desde Bamako, Ouagadougou, e Niamey, exasperados com os apelos à ordem da CEDEAO, que agora exige visto aos cidadãos dos países dirigidos pelas juntas militares.
E, chamado a comentar o assunto,

O Presidente da Costa do Marfim fez esta proposta em nome dos seus pares da África Ocidental que, como ele, acreditam que João Lourenço “tem o perfil” que ocupa a presidência rotativa da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e desempenha o papel de facilitador da União Africana (UA) entre a República Democrática do Congo e o Ruanda.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.