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João Lourenço reforça legitimidade do MPLA e esclarece debate sobre múltiplas candidaturas

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O Presidente do MPLA, João Lourenço, reafirmou esta quarta-feira, 10, a legitimidade do partido para governar e clarificou a polémica em torno da eventual existência de múltiplas candidaturas à liderança, sublinhando que tudo será regido estritamente pelos estatutos e pela Constituição.

Falando aos jornalistas à margem da inauguração da nova sede nacional do MPLA, em Luanda, João Lourenço rejeitou a ideia de que o partido tenha tido um desempenho “menos bom” nas últimas eleições. Pelo contrário, destacou que o MPLA governa com “larga maioria” e com “total legitimidade”.

“O Parlamento angolano tem 220 deputados. O MPLA conta com cerca de 124. A diferença é grande, é uma folga que nos permite governar com tranquilidade”, afirmou, recordando que vários partidos europeus gerem países inteiros com margens muito mais apertadas. “Há governos na Europa que funcionam com apenas um deputado de diferença. Nós vencemos com maioria absoluta. Isso não pode ser visto como um mau resultado.”

Confrontado com a possibilidade de surgirem várias candidaturas à liderança do MPLA no congresso ordinário de 2026, João Lourenço garantiu que todo o processo obedecerá rigorosamente aos estatutos partidários e à Constituição.

“As pessoas, antes do congresso, são livres de dizer o que quiserem. Mas, na prática, nenhum partido pode apresentar dois ou três candidatos ao Tribunal Constitucional. Apenas um nome pode ser submetido”, esclareceu.

O líder do MPLA disse ainda estar “tranquilo” quanto ao debate interno, lembrando que os estatutos são públicos e acessíveis a qualquer cidadão: “O congresso definirá o candidato. Quem será? É uma questão de aguardarmos”, concluiu.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Sabino Sacahala

    10/12/2025 em 8:00 pm

    A visão do Presidente do glorioso M, João Lourenço é a de um líder que joga o longo prazo: aguarda-se o congresso, como ele próprio concluiu, mas com as rédeas firmes nas mãos. Numa Angola ainda em busca de consolidação democrática pós-dos Santos, esta tranquilidade aparente pode ser o prelúdio de uma transição suave – ou de uma recondução subtil. aliás, os estatutos não o coibe de concorrer a sua propria sucessão. Resta saber se estes mesmos estatutos, essa bússola inviolável, guiarão o MPLA para águas calmas ou para correntes mais agitadas. O tempo, como sempre em política, será o juiz supremo.

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