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Politica

João Lourenço reafirma continuidade da luta contra corrupção no país

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Em entrevista ao Canal France24, a partir de Londres, o Presidente da República, João Lourenço, disse que o seu executivo mantém a sua política de combate à corrupção, que só se tornou efectiva, no seu sistema de governação, diferente do período anterior a sua chegada ao poder.

“Nós repusemos aquilo que era considerado normal, por algo que não era normal na altura, que é combater a corrupção. Nunca se combateu a corrupção”, declarou, a dado momento da entrevista, antes de reiterar: “O novo sistema é combater a corrupção, o antes era promover a corrupção”.

Foi na resposta à questão sobre o caso Isabel dos Santos que João Lourenço sublinhou a continuidade do seu programa de combater à corrupção no país.

“Para responder à sua pergunta, o mesmo empenho com que imprimimos na luta contra a corrupção no início do nosso mandato, esse empenho mantém-se. Nada mudou. Em relação a este caso concreto, o assunto está entregue à Interpol. Nós fazemos fé que a Interpol vai cumprir o papel que lhe compete e nós não queremos, em princípio, interferir”.

O chefe de Estado angolano reiterou que a empresária Isabel dos Santos, filha do Ex Presidente José Eduardo dos Santos, tem problemas com a ajustar perante “e é com a Justiça que ela se deve defender. Costuma-se dizer que “quem não deve não teme”. Deve responder perante a Justiça e alegar o que bem entender na Justiça e não na comunicação social. Fala em reposição do sistema anterior. O actual sistema é de combate à corrupção. Portanto, diz bem: é mesmo uma reposição! Não é uma continuidade, é uma reposição. Nós repusemos aquilo que era considerado normal, por algo que não era normal na altura, que era combater a corrupção. Nunca se combateu a corrupção!”.

Disse ainda que “a corrupção só está a ser combatida agora no meu mandato”, acrescentando que os “órgãos de Justiça nunca tiveram tanto trabalho a tratar deste tipo de crime específico”.
“Em todos os países há “n” tipo de crimes, mas os órgãos de Justiça em Angola: PGR, os tribunais de todas as categorias, de todos os níveis, nunca se dedicaram tanto a tratar de casos de combate à corrupção como agora no meu mandato”, referiu.

Para João Lourenço, isto significa “que houve foi, de facto, uma reposição e não uma continuidade. Se se diz que repôs o sistema antigo pelo novo, está bem-dito. E eu estou de acordo. O novo sistema é combater a corrupção, o antes era promover a corrupção”.