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Politica

João Lourenço garante que em Angola “não há ressentimento” contra o colonialismo português”

João Lourenço garante que, em Angola, “não há ressentimento” contra o colonialismo português, regime que até os próprios “portugueses combateram”, e que hoje existe uma “irmandade” entre os dois países.

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O presidente da República, João Lourenço,  afirmou este sábado, 23 de março, em declarações à Lusa, que não existe em Angola ressentimento contra o colonialismo português.

As declarações de João Lourenço foram feitas momentos após ter condecorado cerca de meia centena de militares que participaram na batalha do Cuíto Cuanavale, na província do Cuando Cubango, a mais célebre e mortífera da história da guerra civil angolana, que ocorreu após a independência (1975/2002).

“Com certeza que não [há ressentimento]. O colonialismo português era um sistema que todos nós combatemos. Os portugueses também o combateram. Não pode haver ressentimento. O que existe é a irmandade e fraternidade entre dois povos, que lutaram contra um inimigo comum”, afirmou o chefe de Estado angolano.

Sobre a cerimónia realizada no Cuíto Cuanavale, integrada no âmbito das celebrações do “23 de março”, o Dia da Libertação da África Austral, data em que, em 1988, terminou a batalha homónima, sendo “feriado regional” na África Austral, João Lourenço reiterou tratar-se de um sinal de reconhecimento a todos os que nela combateram.

“Este dia representa um sinal de reconhecimento a todos aqueles que, com suor e sangue, tornaram possível não só a libertação de Angola, mas a independência da Namíbia a libertação de Nelson Mandela e a instalação de um regime democrático na África do Sul”, afirmou.

Além de João Lourenço outros chefes de Estado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) marcaram presença, com destaque para os presidentes da Namíbia, Hage Geingob, da República do Congo, Dennis Sassou Nguesso, República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Zimbabué, Emerson Mnangagwa, com os restantes 11 Estados-membros a fazerem-se representar por ministros.