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“João Lourenço estava com muitas dificuldades ao falar da família dos Santos”, diz analista de linguagem corporal

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A entrevista do Presidente da República, João Lourenço, desta semana ao jornal norte-americano Financial Times, foi alvo de uma análise de linguagem corporal, que engloba mico expressão facial, feita pelo especialista Pedro Fernando Dala, que apresentou os resultados ao Correio da Kianda.

A análise da entrevista é dividida em dois momentos, nos quais João Lourenço aparece com imensas dificuldades ao desdobrar-se quando fala da família Dos Santos, a começar por Isabel dos Santos, quando questionado sobre as acusações de vingança pessoal contra a empresária.

Neste primeiro momento, ao responder sobre as acusações de vingança pessoal contra Isabel dos Santos, João Lourenço demora cerca de 3 segundos para começar a falar, tempo mais longo em relação a algumas outras respostas.

“Isso, geralmente, acontece quando a pessoa procura ganhar tempo para pensar numa mentira ou inventar uma resposta ou numa palavra que não comprometa todo seu discurso”.

Além disso, na entrevista, é possível observar que as respostas são sucedidas com paragens longas, frases repetidas duas vezes, sorriso falso ou esforçado, piscar dos olhos repetidas vezes como se estivesse a lembrar de algum acontecimento, e uma fala pausada, este último comum entre os militares e policiais, visto que eles são treinados com métodos para controlar as emoções, mentir e usar códigos de guerra. Essas unidades de acção representam emoções específicas, em muitos casos quando nos esquecemos de algo ou sentimos uma pressão interna que provoca aceleração do sangue no corpo, a tal ponto de gerar actos falhos, sudorese, aumentando o batimento cardíaco.

Um outro momento interessante, é quando João Lourenço fala “que a entidade competente para perseguir alguém que terá prejudicado os interesses do Estado, é a justiça, mas, de seguida, ele acena a cabeça com negação, indicando que não acreditou no que disse. Essa é uma resposta involuntária do corpo, que provoca alterações fisiológicas em função de estados emocionais no momento.

No segundo momento, João Lourenço fala da relação com José Eduardo dos Santos, seu antecessor. Aqui, há mudança no tom da voz comparativamente ao primeiro momento quando fala de Isabel dos Santos, nos gestos, na postura do corpo.

No início, João Lourenço está mais à-vontade, todavia ao longo da fala observa-se alterações na frequência na locução, inclusive no rosto. Curioso, é a mico expressão de tristeza.

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