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Opinião

João Lourenço e os três anos de governação

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João Lourenço

Foi ainda na campanha eleitoral de 2017 que os angolanos ficaram a saber sobre o novo projecto político do candidato do MPLA, João Lourenço, não obstante ao desgaste que o partido trazia em termos de imagem, reputação e de imoralidade. Foi em João Lourenço que surge o efeito de novidades numa inequívoca declaração de expectativas. Tudo isto deve-se ao facto da sua forma de encarar o país, que está muito assente na formatação do seu irreversível carácter de mudança.

Se por um lado temos de avaliar os resultados da sua governação, é também fundamental olharmos para o sentido de vontade política que foi resgatada com o presidente João Lourenço. Sem convicção de fazer país não é possível corresponder os desafios que se impõem resolver nesta fase de exigências sociais onde a sociedade e a juventude, em particular, participam de forma activa no processo de monitorização dos actos do Executivo.

O principal desafio que merece maior atenção e significativas reformas é o sector da economia, sendo aqui a grande dificuldade de realização económica das famílias mais vulneráveis e da queda de uma classe média que só se realiza com incentivos de mercado e não em políticas assistencialistas.

O combate à corrupção veio demonstrar que a lei é agora imperativa, pois, se sempre tivemos, não é menos verdade que estamos com níveis de satisfação mais altos em que o Estado procura salvaguardar a realização de uma justiça plural sem proteger grupos de interesse, ou mesmo agentes públicos que delapidam o erário público. O sentimento de impunidade absoluta vai desaparecendo e é uma das conquistas deste Estado de direito e democrático.

O desemprego crescente na juventude constitui a preocupação de insatisfação generalizada, sem este direito assegurado se torna impossível realizarmos uma cidadania lúcida, ao passo que se criaram novas formas de luta cívica para a defesa de tão legítimos interesses sociais.

Portanto, mais economia para gerar bem-estar social é o desafio para os próximos anos do fim da primeira legislatura, mais economia de crédito, mais oportunidades económicas para a criação, consolidação de uma classe média será o necessário, precisamos de mais empregos, mas também de mais rendimentos como forma de se dar uma verdadeira autonomia às famílias e a juventude. Se por um lado foram combatidos os monopólios e uma concentração de riqueza ilícita, deverá ser no meio das pequenas e médias empresas que se deve mobilizar toda acção de políticas económicas abertas.

O tempo da esperança ainda não desapareceu para continuar a acreditar em uma Angola melhor e próspera. Por este motivo, se torna urgente o Presidente da República, João Lourenço, RECAPITALIZAR as expectativas do povo angolano.

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