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Politica

João Lourenço diz “não” a pedido de aumento de verbas para conclusão do hospital de Viana

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O Presidente da República, João Lourenço, negou publicamente, o pedido da empresa construtora, de incrementar o valor para conclusão dos trabalhos do novo Hospital Geral de Viana bispo Emílio de Carvalho, inaugurado nesta sexta-feira, no distrito urbano do Zango, em Luanda.

Falando aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração, João Lourenço começou por elogiar a qualidade da obra, tendo afirmado que gostou também da qualidade dos equipamentos instalados naquela nova unidade sanitária de nível terciário.

O Chefe de Estado angolano referiu que desde 2018 que o seu governo tem vindo a construir hospitais de referência no país, dentro de condições e em “momentos difíceis”, tendo exemplificado o Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda, construído, no período da pandemia da Covid-19, “em que a força de trabalho das empresas foi reduzida consideravelmente, por força do confinamento, em que as empresas produtoras dos equipamentos, na Europa e noutros pontos, na Ásia, algumas encerraram temporariamente e outras, não encerrando também reduziram a força de trabalho”.

Segundo o Presidente da República, se essas empresas tivessem accionado a cláusula de força poderia se considerar, “mas felizmente isto não aconteceu com nenhuma das obras, nenhuma das empreitadas que foram executados naquela altura”.

Relativamente ao pedido, João Lourenço disse que os contratos devem ser respeitados. “o que nós estamos a verificar, estamos a viver esse momento, agora, é que os contratos com esta empresa não estão a ser respeitados. Não do ponto de vista da qualidade ou do cumprimento dos prazos de execução, mas porque estamos a ser solicitados um valor adicional muito acima daquele que foi contratualizado. Tão alto que dá para construir e equipar um hospital de raiz”.

O Presidente da República assegurou que o pedido não será cedido.

“É evidente que Angola não vai aceitar isso, uma vez que não aconteceu com mais ninguém e não vai acontecer agora. Nós não vamos deixar”, assegurou, acrescentado que muitas são as unidades hospitalares, de diferentes níveis, que o governo angolano está a construir em todo o país.