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João Lourenço defende multilateralismo e diálogo para a paz

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O Presidente da República de Angola, João Lourenço, defendeu, durante a Cimeira das Civilizações das Nações Unidas, a urgência do reforço do multilateralismo, do diálogo e do respeito pelo direito internacional como caminhos fundamentais para a superação dos actuais conflitos globais e a construção de uma paz duradoura.

No seu discurso, o Chefe de Estado destacou a honra de Angola em acolher este importante fórum internacional, num momento em que o mundo enfrenta crises humanitárias complexas, tensões geopolíticas crescentes e conflitos armados persistentes. João Lourenço sublinhou que a cooperação internacional é essencial para mitigar a violência e promover a estabilidade nas relações entre os povos.

O estadista angolano apontou a necessidade de resolução urgente de focos de instabilidade no Leste da República Democrática do Congo, no Sudão, no Sahel, na Somália, na Ucrânia e no Médio Oriente. Ao recordar a própria história de Angola, marcada por anos de conflito armado e superada pela via da reconciliação nacional, o Presidente reafirmou o compromisso do país em apoiar soluções africanas para problemas africanos, apontando a Bienal de Luanda como um exemplo prático de diálogo para a paz.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a criação de um Programa Global de Educação e Cultura para a Paz, em parceria com as Nações Unidas e a UNESCO, com foco no intercâmbio intergeracional. João Lourenço alertou ainda contra a crescente militarização das relações internacionais, apelando ao papel activo de líderes religiosos, jovens e mulheres na busca de consensos diplomáticos.

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