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Politica

João Lourenço dá cartão vermelho a Augusto Tomás

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Numa entrevista que o Presidente da República prestou ao canal de televisão Euronews, transmitida nesta sexta-feira, 01, João Lourenço disse categoricamente que o consorcio Air Conection Express, criado através de uma fusão entre as empresas TAAG como sócio maioritário, ENANA, Bestfly, Air Jet, Air 26, Air Guicango, Diexim, SJL e Mavewa, com o objectivo de operar a partir de 2019, com aeronaves do tipo Q400, para voos domésticos, não vai se efectivar.

“Essa companhia ou consórcio, entre a companhia de bandeira Taag e algumas empresas privadas não vai sair, não vai acontecer. Eu desafio os passageiros angolanos, que me digam: “olhe, o senhor disse à Euronews que não existia consórcio nenhum mas eu hoje viajei num dos aviões de que o senhor fulano tal falou.” Portanto esse é o desafio que eu faço. Não faço ao autor da acusação, mas faço a todos os angolanos, potenciais passageiros, dessa companhia fictícia.”

O referido projecto empresarial foi apresentado em Angola, no passado dia 05 de Maio, pelo Ministro dos Transportes Augusto Tomas, e previa a compra de quatro novas aeronaves do tipo Q400, à fabricante canadiana Bombardier, com dinheiros que seriam retirados do Fundo Soberano. 

Reagindo a pergunta do jornalista, João Lourenço, respondeu nos seguintes termos:

“Ao contrário de nós mexermos nos recursos do Fundo Soberano, ao contrário disso, nós estamos à caça desses recursos. Estamos num processo de procurar reaver esses mesmos recursos. Como sabe, foram colocados à disposição do Fundo Soberano cinco mil milhões de dólares – nesta altura deveria existir mais do que isso – porque aquilo é um fundo de investimento e quando se investe, o objectivo é multiplicar os recursos. O que sabemos é que temos menos do que esse valor inicial e mesmo assim temos uma ideia de onde é que esses recursos estão: nas Maurícias, em Inglaterra, noutros cantos do planeta e estamos neste momento num processo de reaver esses mesmos recursos. O normal seria, no ato de transferência de pastas, de um conselho de administração para o outro, o anterior conselho de administração abrir o jogo de forma transparente e dizer onde esses recursos estão. Isso não aconteceu e se aconteceu não foi convincente. Portanto, isto para dizer que não tirámos recursos, do Fundo para, absolutamente, nada”.