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Politica

João Lourenço chega a Sochi para Cimeira Rússia-África

Redação

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O Presidente da República, João Lourenço, já se encontra na cidade de Sochi, onde chegou por volta das 20h49 locais (18h49 em Angola), para participar na Cimeira Rússia-África, a decorrer quarta-feira (23) e quinta-feira (24).

O Chefe de Estado angolano lidera uma importante delegação governamental que vai procurar reforçar os laços de cooperação com o governo e empresários da Rússia, à margem de um evento de dois dias já rotulado de histórico, pelas autoridades locais.

Acompanhado da primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço, João Lourenço foi recebido pelo governador da região de Krasnodar, Veniamin Ivanovich Condratiev.

O Chefe de Estado deve juntar-se, a partir de quarta-feira, à delegação angolana que integra cinco ministros, representantes da diplomacia angolana e membros do seu gabinete.

Em Sochi, o Presidente da República terá uma agenda preenchida, que contempla uma intervenção no dia da abertura da Cimeira (quarta-feira) e um encontro formal com o seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin.

À margem do evento, tem previstas audiências com figuras influentes do universo político, social e económico da Rússia, entre elas dirigentes de bancos, de empresas industriais e agrícolas e produtoras de minérios preciosos como diamantes.

No quadro dessa missão presidencial em solo russo, está prevista a assinatura de acordos bilaterais em diversos domínios, com foco na formação de quadros e na implementação de uma indústria de fertilizantes em Angola.

João Lourenço volta ao território russo cinco meses depois da sua primeira visita de Estado a esse país, desde que assumiu as funções, a 26 de Setembro de 2017.

Desta vez, vem juntar a sua voz a um “coro” de líderes africanos que projectam uma nova página na cooperação multilateral com a Rússia, um dos principais investidores no continente.

Nos últimos anos, a potência europeia tem assentado a sua cooperação em várias áreas de especialização, com realce para os sectores da energia, segurança e diplomacia.

No quadro da sua política externa, a Rússia fez aumentar a balança comercial com os países de África, passando de USS 5,7 biliões, em 2009, para USD 20,4 biliões, em 2018, números ainda assim inferiores ao investimento chinês.

Dados apontam que só no sector da construção, a China investiu em África, desde 2005, USD 2 triliões, deixando Moscovo como parceiro alternativo, sobretudo para o apoio diplomático no conselho de segurança da ONU.

A Rússia consolida a sua cooperação com os africanos por via de uma aposta forte no setor de energia, em que detém larga experiência, além dos investimentos nas áreas de petróleo e gás, e dos conhecimentos nucleares.

Oferece igualmente cooperação militar e armas relativamente baratas a países com bolsas pequenas, mas com grandes problemas de segurança.

À semelhança das outras potências mundiais, a Rússia está de olho em África, que se torna cada vez mais importante pelo crescimento da sua população.

Estimativas indicam que a população africana deve dobrar até 2050 e a economia deverá expandir-se significativamente ao lado de seu consumo de energia.

C/ Angop

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