Conecte-se agora

Politica

João Lourenço avisa: Quem deseja instabilidade mexe com a segurança nacional

Redação

Publicados

on

- JLO MPLA - João Lourenço avisa: Quem deseja instabilidade mexe com a segurança nacional

O presidente do MPLA, João Lourenço, considerou hoje “surpreendente” o facto de cidadãos angolanos “evocarem, quem sabe desejarem, e até financiarem, uma provável instabilidade política” em Angola, tema que está a ser tratado com “seriedade” pois mexe com a segurança nacional.

João Lourenço, que discursava na sessão de abertura da VI reunião ordinária do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)l, afirmou que o país vive novos tempos com uma oposição mais combativa, uma imprensa mais livre e investigativa, uma sociedade civil mais interventiva e rigorosa na exigência ao estrito cumprimento da lei, do respeito pelo erário pública e pelos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.

Disse haver comportamentos e atitudes que urge corrigir por colocarem em causa o bom nome do partido.
Denunciou os militantes que a coberto do partido e da sua condição de dirigentes lesam gravemente o interesse público, cometem desmandos, arbitrariedade e abusos do poder em detrimento de pacatos cidadãos, evocando a figura caricata do “camarada ordens superiores” que deve ser banido e deve passar a ter nome e rosto.
Na abertura da reunião que termina sábado, o presidente do MPLA sublinhou a necessidade de intensificar o combate à corrupção, alertou para a participação directa do partido que lidera no combate e na denúncia aos casos de nepotismo.
Relativamente aos casos de nepotismo, incentivou a sociedade a denunciar fundamentalmente quando o país avançar para a privatização de algumas empresas públicas.
“Ainda no combate contra a corrupção, Lourenço acrescentou aqueles que vêm perdendo privilégios auto-adquiridos ao longo de longos anos deviam ter a sensatez e humildade de agradecer a este povo generoso por lhes ter dado essa possiblidade, e não se fazer de vítimas, porque a única vítima do seu comportamento ganancioso foi o povo angolano”.
Sem também responder direta ou indiretamente às palavras de Eduardo dos Santos, que, depois de João Lourenço ter afirmado que encontrou “vazios” os cofres do Estado quando assumiu o poder, disse ter deixado 15.000 milhões de dólares em reservas internacionais líquidas – facto confirmado quinta-feira pelo Governo -, o líder do MPLA virou o discurso para a empresária Isabel dos Santos e para o gestor José Filomeno dos Santos, mas sempre sem os nomear.
O líder do MPLA disse que, “de forma pouco responsável”, se confiou a “um jovem inexperiente” a gestão de biliões de dólares do país (José Filomeno dos Santos era presidente do Fundo Soberano – no valor de 5.000 milhões de dólares), o partido “não pode ficar indiferente e tem de bater o pé perante tamanha afronta aos verdadeiros donos desses recursos, o povo angolano”.
Sobre o processo de reformas no País, João Lourenço afirmou que “já é irreversível” e que a “Angola das oportunidades restringidas a uns quantos indivíduos intocáveis, que tudo podiam, gente que se julga no direito de continuar a manter o estatuto indevidamente adquirido, pertence à história”, deixou ainda um recado à empresária e deputada do MPLA Isabel dos Santos, que afirmou, numa série de mensagens publicadas na rede social Twitter, na véspera da viagem do Presidente da República a Portugal, que “a situação está a tornar-se cada vez mais tensa [em Angola], com a possibilidade de se juntar à crise económica existente uma crise política profunda”.

” Só mesmo a falta de patriotismo pode levar um cidadão nacional a desencorajar o investimento privado estrangeiro no seu próprio País. Surpreende-nos o facto de cidadãos angolanos invocarem, quem sabe mesmo desejarem e até financiarem uma provável instabilidade política num País como Angola, já bastante martirizado por anos de conflito, mas tratando-se de um assunto de segurança nacional, com certeza vamos acompanhar com a seriedade que o assunto requer”, declarou o presidente do MPLA

Quanto a diversificação da economia, considerou fundamental que conte com os activos que foram transferidos ilicitamente para o estrangeiro.

O presidente do partido no poder em Angola, afirmou que às eleições autárquicas vão ser realizadas de forma gradual, numa primeira fase, e num período de dois anos em todos os municípios do país.

Publicidade

Colunistas

Ana Margoso
Ana Margoso (9)

Jornalista

António Sacuvaia
António Sacuvaia (205)

Editor

Diavita Alexandre Jorge
Diavita Alexandre Jorge (8)

Politologo

Ladislau Neves Francisco
Ladislau Neves Francisco (11)

Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

Olivio N'kilumbo
Olivio N'kilumbo (12)

Politólogo

Vasco da Gama
Vasco da Gama (50)

Jornalista

Victor Hugo Mendes
Victor Hugo Mendes (9)

Jornalista e Escritor

Walter Ferreira
Walter Ferreira (4)

Coordenador da Plataforma Juvenil para a Cidadania

Publicação

© 2016 - 2018 Todos os direitos reservados a Correio Kianda. | Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.
Ficha Técnica - Estatuto Editorial RGPD