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João Baptista Borges junta-se a Edeltrudes Costa em investigações sobre esquemas de enriquecimento

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Depois de Edeltrudes Costa, passaram-se apenas dois meses para a TVI trazer a tona, mais uma investigação jornalística com um ministro angolano a ser cartaz de uma denúncia, onde é acusado de pessoas ligadas a si estarem supostamente envolvidas em contratos milionários, com fortunas enviadas à Portugal.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, foi cartaz de uma denúncia avançada por uma peça de investigação Jornalística da televisão portuguesa TVI, nesta terça-feira, 05, onde é citado como estando a ser investigado pelo Ministério Público português, por suspeitas de branqueamento de capitais.

Segundo a reportagem, um dos  sobrinhos de João Baptista Borges e vários elementos da família do governante, estarão envolvidos em negócios ligados ao sector da energia em Angola, de acordo com a estação de televisão portuguesa.

Revela ainda a reportagem da TVI24, que, nos últimos anos, um dos sobrinhos de um dos ministros mais importantes do governo João Lourenço, constituiu várias empresas, através das quais terá conseguido “vários contratos de milhões no sector da energia”, mas, por intermédio de outras empresas.

Avança a reportagem de investigação daquela estação televisiva que, segundo documentos aos quais aquela televisão portuguesa teve acesso, a chinesa Hong Kong Yong subcontratou uma empresa, a Diverminds, para apoio técnico em contratos públicos no sector da Energia, em Angola, por quase um milhão de euros.  Uma empresa que, segundo a TVI24, pertence ao  sobrinho e um dos filhos do ministro João Baptista Borges.

Diz a investigação da TVI24 que, em Portugal, existe uma outra empresa, exactamente com o mesmo nome desta offshore: Diverminds, que alega-se na reportagem, também pertence ao   sobrinho do ministro.

Segundo a TVI24, a banca de Portugal já denunciou o caso à Polícia Judiciária (PJ) e a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária decidiu encaminhar os dados recolhidos para o Ministério Público português, que já abriu um inquérito para investigar as suspeitas de branqueamento de capitais do ministro João Baptista Borges.

Reacções em Angola

Entretanto, à semelhança da reportagem do director de gabinete de João Lourenço, Edeltrudes Costa, também avançada por aquela estação de televisão portuguesa, em Setembro do ano passado, no país, as reacções ao caso de branqueamento de capitais do ministro da Energia e Água, João Baptista Borges, não se fizeram esperar.

Para o presidente da Bancada Parlamentar da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, a Procuradoria-Geral da República de Angola, deve fazer diligências no sentido de se apurar a veracidade da denúncia feita pela TVI, com vista a responsabilização do ministro visado, João Baptista Borges.

Alexandre Sebastião considera, no entanto, ser precipitado uma eventual exoneração do ministro angolano, com base em apenas informações não apuradas, mas apela ao Presidente da República, a tomar uma posição.

Quem também juntou-se ao mesmo pensamento do presidente da CASA-CE, foi o Secretário Geral do PRS, Rui Malopa, que exigiu das autoridades, uma actuação imediata das autoridades angolanas, em mais uma denúncia avançada pela TVI24.

Por: Dumbo António

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