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Politica

JMPLA: mulheres do MPLA passam experiências de vida às jovens 

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Cinco mulheres de destaque na sociedade angolana partilharam experiência e deixaram conselhos à juventude actual, sobre as crises que o país vem enfrentando desde antes da proclamação da independência nacional, com destaque para a Secretária Geral da OMA, Luzia Inglês, a historiadora Rosa Cruz e Silva, e a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto. A professora de Matemática, da Faculdade de Economia, Maria Antonieta também esteve presente, além da primeira directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor.

A Secretária Geral da Organização da Mulher Angolana, Luzia Inglês, foi a primeira a falar da sua experiência na vida política do país, tendo criticado a postura que os jovens actuais têm vindo a demonstrar nos últimos anos, com actos de protestos e manifestações a exigir melhores condições sociais.

Para Luzia Inglês, as dificuldades sociais não são de hoje, e por isso é necessário transmitir experiência aos jovens que estão numa fase de falta de esperança por um futuro melhor, tendo em conta a realidade que estão a viver na sua etapa de vida.

“Todas as etapas da vida humana sempre tiveram crises, sempre teve dificuldades, teve sacrifícios. O que quer dizer que esta fase em que nos encontramos agora não significa dizer que é a primeira e a última. Qualquer um de nós na idade em que nos encontramos passamos por ela”, recordou, a militante do Comité Central do MPLA, tendo ainda acrescentado que “estamos aqui a transmitir como é que nós, na nossa era, fomos, vivendo e ultrapassando essas etapas”.

A também antiga combatente e General das Forças Armadas Angolanas, na reserva, disse que os 45 anos de independência que o país assinalou no passado dia 11 de Novembro “também foi a custo de sacrifício que o povo angolano passou”, onde estiveram presentes os jovens que também empreenderam esforços e sacrifícios.

“Tudo isso foram sacrifícios daltura e entre eles estavam também envolvidos jovens, que naquela altura não tinham emprego, não tinham estudo, não tinham direitos de ser eles próprios também cidadãos, mas a juventude de outrora não optava por actos de vandalismo e de manifestação”. Luzia inglês disse ainda que a “ nossa juventude actual está tão desesperada que pensam que são os únicos que estão a sofrer, são alturas diferentes, mas se todos soubermos que não é verdade”, referiu.

No final da sua apresentação a “tia Inga” apelou os jovens a emprestar as suas capacidades para o bem-estar de social de todos. “Eles também têm de colaborar. Não é só exigir, reclamar e lamentar. Nós também passamos por isso. Passamos, sede, fome e nudez, mas nunca e, não me lembro na minha juventude, o facto de ser pobre, ficar na rua a pedir, recordou.

Outra chamada de atenção da “camarada Inga” foi para o empenho e dedicação pessoal no trabalho para a ascensão de posição de destaque, ao contrário da realidade que disse ser recorrente por parte de muitos jovens da actualidade, que opta por caminhos repudiáveis.

Aos órgãos de comunicação social a secretária geral da OMA pediu a que transmitam notícias que apelam às boas maneiras, principalmente à juventude.

Luzia inglês aconselhou os jovens a se apegarem a bíblia, pois “os 10 mandamentos da lei de Deus, tornam as pessoas a serem bons cidadãos”. “A bíblia tem todos os conselhos, como respeitar os pais, a não matar, a não caluniar e a não roubar. Quem não rouba, não mente é uma pessoa leal”, finalizou.

O evento contou ainda com a presença da historiadora Rosa Cruz e Silva. A antiga ministra da Cultura começou por contar as dificuldades do seu percurso de vida pessoal e profissional. A perda das duas únicas irmãs, segundo explicou, não a fez cruzar os braços, tendo se apegado à formação superior para que pudesse atingir os seus objectivos que traçou para a sua vida.

Rosa Cruz e Silva fez, igualmente, uma chamada de atenção às jovens mulheres com cargos de chefia a manterem a humildade e o respeito pelos seus colaboradores e subordinados, tendo exemplificado, em jeito de repúdio o comportamento de uma directora de departamento que delega ao seu segurança pessoal, o transporte de sua carteira de mão. “Tem se que respeitar o guarda. Ele é seu protector, é pai de família e merece ser respeitado”, criticou.

O primeiro secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, disse que o objectivo do encontro geracional da jovem mulher é transmitir às jovens o contributo das mulheres na luta para a Independência Nacional e no desenvolvimento do país, convidando para o efeito, mulheres “com uma idoneidade reconhecida”, que têm valores, lutas e conquistas“que a JMPLA pretende que seja transmitida às novas gerações.

O líder da JOTA disse que a construção de um país melhor depende de jovens com conhecimento. “A jovem mulher deve saber se posicionar na sociedade. Deve ser a agente da mudança de comportamento”.

Crispiniano dos Santos referiu que a pretensão é transformar o encontro em nacionais e extensivo a toda a juventude do país. “É um encontro não apenas para os jovens do MPLA ou aos militantes do partido, é um encontro que tem a juventude no seu todo” como grupo alvo”, independente de filiação partidária ou credo religioso.

A estudante universitária Mirian dos Santos, presente no encontro, à imprensa, louvou a iniciativa da JMPLA em juntar duas gerações de mulheres para a partilha de conhecimentos e experiência de vida de mulheres com um percurso de histórico no país.