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JMPLA entre a crise de liderança, e a manutenção do poder

Walter Ferreira

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O braço juvenil do MPLA poderá conhecer nos próximos tempos , uma nova página, que deverá colocar na sua história a chamada ruptura geracional que se impõe com urgência devido aos interesses actuais que se tornarão predominantes na futura forma de se olhar para a organização juvenil partidária .

Depois do congresso dos camaradas em junho próximo, o facto político interno de não menos importância, terá de ser a realização do congresso na JMPLA , e com toda a sua relevância quer nos militantes, como para a sociedade, merecerá a devida atenção que se faz necessária por causa do contexto de uma nova liderança no Estado e no partido, do presidente João Lourenço.

Nos últimos anos a organização foi marcada pelo estilo de governação e exercício do poder no ex presidente José Eduardo dos Santos, e fez deste braço juvenil uma caixa de ressonância dos ” apetites do poder ” . Era um estilo em que actividade política estava condicionada as orientações de cabos de agitação que penetravam em todos os segmentos do espaço público juvenil .

A gramática da JMPLA consistia em confundir actividade política estatutária ideológica , com os actos de filantropia de natureza autocrática . É assim que surge o desencontro com a juventude angolana, que reivindicava outras causas que para a JMPLA eram estranhas, e simbolizavam o quase derrube do poder .

Sendo um braço juvenil de orientação, fazia não despoletar talentos internos, por ausência de uma convicção colectiva assente na psicologia do medo e da instrumentalização cognitiva.

A JMPLA tem de olhar para o próximo congresso, com sentido de estado e espírito patriótico se quizer recuperar ou fazer renascer uma nova filosofia congregadora , e satisfatória das novas interpelações juvenis em Angola. A JMPLA tem o desafio de se libertar , ser mais ousada politicamente, estas são hoje as exigências para os jovens que pretendem fazer uma carreira política de convicções.

Por ser uma organização juvenil do partido no poder, a JMPLA não pode estar separada da nova realidade institucional , sendo certo e urgente que participe e ajude ao executivo a dar respostas as diversas políticas públicas relacionadas com a juventude. Esta próxima JMPLA terá de fazer mais política, compreender os problemas da actualidade e discuti-los politicamente.

Tudo isso que descrevi passará, pela JMPLA inaugurar um novo paradigma na sua organização de múltiplas candidaturas e os concorrentes apresentarem as suas visões para a organização, mas também para o estado , a região, e o mundo . Trazer coisas diferentes de abordagem no espaço de comunicação mediática. A JMPLA se pretende atrair novas sensibilidades, não restam dúvidas que encontrará obstáculos de natureza intelectual nos meandros de intervenção juvenil .

O presidente João Lourenço trouxe um estilo de se colocar a prova perante a sociedade no que concerne a entrevistas aos jornalistas, para responder as preocupações sociais decorrentes da governação, esta percepção terá de ser captada pela futura JMPLA, não será bom houver descontinuidade entre a nova liderança do partido, e a liderança juvenil.

Acabar com os carreiristas, e aqueles que fazem da actividade política num mero estatuto social de transição para os cargos e lugares privilegiados do estado e na sociedade. O viveiro da juventude do MPLA só com uma perceção do diagnóstico da juventude é que vai fazer compreender e estar presente nas lutas cívicas que tendem a crescer. Não são momentos fáceis, e quem quer ser o próximo líder juvenil do partido no poder, tem a obrigação de estudar a organização e a sociedade, para que ambas se correspondam numa estratégia de vitalidade presencial.

As meras vontades de liderança devem combinar com alguns factores como a vocação, responsabilidade, sentido de Estado, e diferenciação distinta na próxima escolha. É importante mobilizar sim novos jovens, pois é urgente ter a elevação ideológica do partido e a cultura do debate , isso é fundamental na política.

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