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Jesse Jackson morre numa altura que administração Trump coloca em causa conquistas alcançadas nos 60 anos – Rui Verde

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O académico luso Rui Verde considera que a morte de Jesse Jackson não é uma morte de um símbolo do passado, nem o que é relevante é a sua relação com Martin Luther King. Segundo disse, esta é uma morte de um símbolo do presente, numa altura em que nos Estados Unidos, novamente, a igualdade, a antidiscriminação, o final do apartheid americano estão a ser postos em causa pela administração Trump.

O académico fez referência de como Donald Trump trata a África, como “apenas um campo onde vai buscar riquezas minerais”.

“Basta ver como ele tenta tratar os altos oficiais generais africanos das forças armadas americanas e tudo o resto, para se perceber que Jesse Jackson morre num momento em que mais uma vez nos Estados Unidos a sua luta, as conquistas obtidas desde os anos 60, estão a ser postas em causa, estão debaixo de ataque”, disse o académico.

Rui Verde acrescentou ainda que “esta morte não é um símbolo do passado, é um símbolo do presente e da morte ou da tentativa de matar uma cultura de tolerância, de igualdade e de discriminação que se tinha conseguido alcançar nos Estados Unidos. E por isso constitui um marco grave, não pela morte da pessoa, que também é sempre triste, mas pela morte de uma ideia ou pela tentativa de matar essa ideia, a ideia que somos iguais, que não deve ser de discriminação, que todos temos direito às nossas oportunidades”, frisou.

Quem é Jesse Jakson

Jesse Louis Jackson nasceu em Greenville, no dia 8 de Outubro de 1941, na cidade de Chicago, foi um pastor Baptista e activista político norte-americano. Participou, ao lado de Martin Luther King Jr. da luta pelos direitos civis para os negros nos Estados Unidos e foi duas vezes pré-candidato do Partido Democrata (em 1984 e 1988) às eleições presidenciais no país.

O reverendo conhecido como defensor dos direitos civis, morreu nesta terça-feira, 17, durante a manhã, rodeado pelos seus entes queridos, em Chicago, nos Estados Unidos. A informação foi avançada pela família num comunicado partilhado nas redes sociais.

“É com profunda tristeza que anunciamos a morte do líder de Direitos Civis e fundador da coligação Rainbow PUSH, o honrado reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, rodeada pela sua família”, refere a nota.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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