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“Já fomos muito humilhados, mas nunca chegamos ao ponto de algemarem um general na via pública” – General Zumbi

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O general Matias Lima Coelho (Zumbi) manifesta, em mensagem cuja autoria lhe é atribuída, a sua repulsa nos seguintes termos: “Sinceramente, isto não se faz. Tenham respeito com os Oficiais Generais. Não humilhem as pessoas. C/da PGR tome as medidas necessárias para corrigir isso e venha a público retratar-se. Algemar um General num crime de incumprimento contratual é normal? Não, o País está extremos. Kangamba tem famílias do Leste, não se esqueçam disso. Humilhem-nos. (…)”.

Na sua mensagem, o general Zumbi defende que o episódio de humilhação a que foi submetido o general e empresário Bento dos Santos Kangamba deve ser debatido a nível das Forças Armadas Angolanas (FAA) e do Ministério da Defesa. “Não podemos deixar que nos abandalhem e nos humilhem desta forma. Já fomos muito humilhados. Mas nunca chegamos ao ponto de algemarem um general na via pública e aparece uma aeronave da Presidência para o transportar por causa de um suposto crime, cujo maior praticante é o Estado angolano que criou milhares de desempregados para não falar em milhões, provocou desunião de famílias e fez aumentar o banditismo, a prostituição e falir milhares de empresas principalmente angolanas. Haja respeito por aqueles que pacificaram está grande Angola”, escreve o general e comandante reformado das FAA, Zumbi.

Outra mensagem citado pelo portal  “O Kwanza”, é igualmente do general das FAA, Arnaldo Antas, que faz coro com a do seu “compagnou de route”, Matias Lima Coelho (Zumbi).  “Estou de plena opinião com as palavras do general Nzumbi. Nós combatemos.  Demos todo nosso saber para conquistar esta paz. Temos indivíduos que nunca sentiram o barulho de um morteiro 60 milímetros, hoje aparecem armados a algemar um general? Tenho o dito General Cmdt. Antas”, finaliza.

Em entrevista exclusiva à VOA, nesta terça-feira, 3, depois de ter sido colocado em liberdade sob termo de identidade e residência, o empresário e general afirma não ser “qualquer pessoa para que dois indivíduos liguem para a procuradoria a dizer que está a fugir do país” e garante que a dívida será paga.

“Eu estive dois meses fora e se quisesse fugir não viria e devo dizer que se eu quiser fugir vou fugir no Palanca ou na Mabor”, afirmou Bento Kangamba, garantindo que, em momento algum, tentou fugir do país.

“É triste a humilhação por que eu passei, mas devemos apelar que a justiça se organize melhor”, continuou Kangamba, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de burla por defraudação num caso em que deve dinheiro a um casal que, em 2017, lhe teria emprestado cerca de 15 milhões de euros.

“Eu nunca fui ouvido e dizem que me chamaram três vezes, sei que há uma notificação para eu responder no dia 5 na próxima quinta-feira…”, questiona o general.

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