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Angola que dá certo

ITEL vence concurso “Planeta Oceano: As Marés estão a Mudar”

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Um projecto de recolha de lixo e monitorização em tempo real de resíduos plásticos no mar, apresentado pelo Instituto de Telecomunicações de Luanda (ITEL), venceu esta semana o concurso “Planeta Oceano: As Marés estão a Mudar”, promovido UNESCO e seus parceiros em Angola.

O prémio foi entregue durante a Feira Ecológica no âmbito do projecto que possibilitou também a instalação de ecopontos em dez escolas da província de Luanda.

O projecto “Recolha de Lixo e Monitorização em Tempo Real de Resíduos Plásticos no Mar”, do ITEL, que ganhou o primeiro prémio do concurso “Planeta Oceano: As Marés estão a Mudar” foi desenvolvido por três alunos daquela instituição de ensino médio técnico, e consiste em três vertentes: construção de um robô capaz de recolher resíduos plásticos dos mares; implementação de um íman para atrair microplásticos; e instalação de uma câmara de monitorização em tempo real, com recurso a inteligência artificia, que envie mensagens de alerta sobre a quantidade de resíduos num determinado ponto do oceano.

O galardão foi entregue pela Ministra da Educação, Luíza Grilo, durante a Feira Ecológica de Luanda que assinala o Dia Mundial do Ambiente, que se comemora celebrado a 5 de Junho e o Dia Mundial dos Oceanos, que hoje se assina. Luísa Grilo ressaltou a importância do poder da educação expresso nos projectos apresentados na Feira Ecológica.

“A educação é, sem sombra de dúvidas, uma ferramenta capaz de moldar comportamentos, desenvolver o intelecto, a consciência crítica e estimular o sentimento de auto-protecção e conservação da vida como bem maior. Os projectos apresentados hoje são soluções práticas para a protecção do meio ambiente e espelham o resultado das acções de educação ambiental que têm sido implementadas em várias escolas”, comentou.

Em segundo lugar, ficou a Escola de Saúde Castelo, com o projecto de criação de redes de retenção feitas de material reciclado para a recolha de resíduos antes que cheguem ao mar. A terceira posição foi para a escola IPIL (Ex IMIL ou Makarenko), com o projecto “Soluções para acabar com a Poluição Plástica nos Oceanos”, que consiste na Implementação de ecopontos nas praias para que a população deposite os resíduos sólidos em troca de uma compensação monetária.

O concurso foi lançado pela Comissão Nacional de Angola para a UNESCO (CNU), Coca-Cola/Refriango e Associação Nação Verde (ANV), no âmbito da iniciativa “Educação Ambiental nas Escolas” e do “Ecomovimento Oceanos”.

O concurso “Planeta Oceano: As Marés estão a Mudar” envolveu dez instituições dos I e II ciclos do ensino Secundário da Rede de Escolas Associadas à UNESCO, no âmbito do projecto “Educação Ambiental nas Escolas”. Este programa resultou de uma parceria entre a CNU, a Coca-Cola/Refriango e a ANV, que durante o mês de Maio também instalou ecopontos nessas escolas e formou cerca de 20 mil alunos a partir dos 13 anos e professores em educação ambiental, sensibilizando-os para a importância da recolha e tratamento de resíduos sólidos.
A Feira Ecológica, onde se deu a conhecer o resultado do concurso, encerrou oficialmente o projecto “Educação Ambiental nas Escolas”.

Durante todo o dia, vários expositores mostraram a importância da sustentabilidade ambiental como factor de desenvolvimento do país. Para além da Ministra da Educação, Luísa Grilo, a Feira Ecológica contou com a presença da Secretária de Estado para Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Paula Coelho.

Na cerimónia de encerramento da Feira Ecológica, o Secretário Permanente da Comissão Nacional de Angola para a UNESCO da CNU, Alexandre de Sousa Costa, afirmou que “a educação e o ambiente são áreas que se complementam, pois ambas desempenham um papel de inspirar, informar e capacitar as nações e os povos para a preservação ambiental. Assim, a formação em educação ambiental nas escolas surge como um elo entre a natureza e a sociedade. Os ecopontos ora instalados nas escolas servem de estímulo para um comportamento mais ecológico dos alunos e professores, enquanto agentes socialmente activos”.

Nuno Cruz, presidente da Associação Nação Verde, instituição responsável pela capacitação dos alunos e professores, pela gestão dos ecopontos nas escolas e recolha dos resíduos aí depositados, comentou que “o projecto de implementação de ecopontos nas escolas tem assumido um papel preponderante naquilo que tem a ver com a logística reversa e a economia circular”.

Acrescentou ainda que “o projecto está de igual modo a ajudar os alunos a adoptarem comportamentos ecologicamente correctos, como não descartarem resíduos sólidos em locais impróprios, como valas de drenagem ou a via pública”.

A qualidade das propostas apresentadas pelas escolas no concurso “Planeta Oceano: As Marés estão a Mudar” impressionou Paula Matoso, Gestora Sénior de Marketing da Coca-Cola em Angola. A responsável da multinacional que está na linha da frente da promoção da sustentabilidade ambiental no nosso país, acredita que “envolver as crianças na busca de soluções para a preservação do meio ambiente, em particular dos oceanos, é o primeiro passo para garantir um amanhã mais sustentável e saudável. O futuro é dos mais pequenos, o que se fizer hoje vai ter impacto nas suas vidas a médio e longo prazo”.

Segundo Paula Matoso, “a Coca-Cola, através da plataforma JAMII e da campanha World Without Waste (mundo sem plástico), aposta com convicção em projectos como o ‘Educação Ambiental nas Escolas’, que têm um efeito multiplicador muito grande. Os mais pequenos são entusiastas e espalham a mensagem da importância da sustentabilidade ambiental nas suas casas e comunidades. São os pontas-de-lança ideais para mudar o nosso mundo para melhor”.

A Administradora de Marketing da Refriango, Tânia Jardim, também aplaudiu o “esforço e dedicação de todos os alunos e professores que tentaram encontrar formas de resolver localmente problemas globais, como a poluição dos oceanos”. “A mudança passa sempre por pequenas acções que, juntas, se tornam numa força imparável. É o que nós, os parceiros de ‘Educação Ambiental nas Escolas’ – Refriango, Coca-Cola, UNESCO e ANV – queremos gerar. Uma dinâmica de transformação, um movimento, o ‘Ecomovimento Oceanos’”, acrescentou.

A representante da Refriango, empresa que produz e distribui as marcas da Coca-Cola em Angola, já pensa no próximo passo.

“Estas acções não terminam com o encerramento da Feira Ecológica. Dentro da responsabilidade social da Refriango, vamos trabalhar para garantir a sustentabilidade destes programas, que são fundamentais para ajudar Angola a atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. No âmbito da parceria entre as instituições que dinamizaram a iniciativa, vamos também alentar a comunidade estudantil para que crie e execute projectos ecológicos sustentáveis. Esta visão de futuro é essencial para garantir a continuidade e o impacto positivo destas acções”, disse.

A Coca-Cola e a Refriango têm em execução  projectos com instituições parceiras, que reforçam a sustentabilidade ambiental no país. Estas acções incluem a limpeza de praias, educação e sensibilização ambiental em escolas e comunidades e estímulo da economia circular.

No início do ano, uma iniciativa  permitiu a instalação de oito ecopontos em Luanda com vista à reciclagem e reutilização de papel, cartão, vidro e plástico PET, com o qual se espera recolher mais de 5 mil toneladas de resíduos sólidos até ao final do ano.

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