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Itália quer cooperação no sector da Justiça

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O Governo italiano manifestou esta terça-feira, em Luanda, a vontade de continuar cada vez mais a aprofundar com Angola a cooperação no sector da Justiça, na luta contra a corrupção e ao crime organizado, dada a sua experiência no combate à máfia.

A informação foi tornada pública pelo primeiro secretário e Encarregado de Negócios da Embaixada da Itália em Angola, Gabriele Magnini, ao intervir no workshop sobre Confisco e Administração de Activos Recuperados, organizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (ONUDC). Disse que a Itália quer partilhar com Angola modelos normativos de boas práticas para o confisco e administração dos activos recuperados.

Gabriele Magnini referiu que a realização do workshop sobre Confisco e Administração de Activos Recuperados manifesta a vontade do Governo italiano de aprofundar as excelentes relações bilaterais, bem como a cooperação no sector da Justiça.

De acordo com o primeiro secretário e Encarregado de Negócios da Embaixada italiana em Luanda, nenhum país está imune do crime organizado. Por isso, o fenómeno requer resposta e esforço conjunto por parte da comunidade internacional.

A Itália, frisou Gabriele Magnini, está empenhada, quer a nível nacional e internacional, em promover acções de combate à corrupção, ao crime organizado e ao branqueamento de capitais e trabalha para a construção de um quadro de recuperação de activos.

Gabriele Magnini frisou que o Governo italiano tem uma experiência adquirida ao longo dos anos no combate ao fenómeno “máfia”. A “máfia”, continuou, faz a globalização e a interligação financeira internacional como um dos pilares de estratégia de introdução de bens ilícitos na economia legal.

“Não podemos esquecer que os sistemas jurídicos eficientes alinhados com as principais normas internacionais comprometidas no combate ao crime organizado, lavagem de dinheiro e aos fenómenos de corrupção ajudam a construir um ambiente económico legalmente orientado para o crescimento sólido, para o aumento da confiança dos investidores e atracção de investimentos estrangeiros”, sublinhou o diplomata.

O primeiro secretário e Encarregado de Negócios da Embaixada italiana em Angola, citado pelo Jornal de Angola,  referiu que a política de recuperação de activos é uma ferramenta crucial para promover o desenvolvimento sustentável que está dentro da Agenda 2023 das Nações Unidas.

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