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Em Israel, Trump diz acreditar em paz no Oriente Médio

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Após dois dias de acordos comerciais e cerimônias na Arábia Saudita, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel nesta segunda-feira, para tentar ressuscitar o emperrado processo de paz entre israelenses e palestinos, com visitas a Jerusalém e à Cisjordânia.

Ao longo de dois dias, Trump irá se encontrar separadamente com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, além de visitar locais sagrados. Nesta segunda-feira ele irá rezar no Muro das Lamentações de Jerusalém e visitar a Igreja do Santo Sepulcro.

Netanyahu, o presidente de Israel, Reuven Rivlin, e membros do governo israelita estiveram no aeroporto Ben-Gurion, de Tel Aviv para receber Trump e a primeira-dama, Melania, em uma cerimônia com tapete vermelho. O americano também veio acompanhado da filha Ivanka e o assessor e genro Jared Kushner, ambos judeus.

“Durante minhas viagens nos últimos dias tenho encontrado novos motivos para esperança”, disse Trump em discurso na chegada. “Temos diante de nós uma oportunidade rara de obter segurança e estabilidade e paz para essa região e esse povo, derrotando o terrorismo e criando um futuro de harmonia, prosperidade e paz, mas só podemos chegar lá trabalhando juntos. Não há outro caminho”, disse.

Em sua primeira grande viagem ao exterior desde que tomou posse, em janeiro, Trump já mostra sinais de fatiga devido ao cronograma intenso. Ele realiza uma viagem de nove dias pelo Oriente Médio e pela Europa que termina no sábado, depois de visitas ao Vaticano, Bruxelas e Sicília.

Reuven Rivlin

 Em seu primeiro ato oficial no país, uma reunião de trabalho com o presidente Reuven Rivlin, Trump criticou o Irã e agradeceu Israel pelo compromisso em avançar para a paz com os palestinos. “Me sinto honrado por estar no grande Estado de Israel, o lar do povo judeu”, disse Trump, em rápido pronunciamento ao lado de Rivlin. O presidente americano disse que estava ali para reforçar a antiga amizade entre os Estados Unidos e Israel. “Não somos apenas antigos amigos, somos grandes aliados e parceiros” enfatizou.

O republicano afirmou ainda que, neste momento, a história demanda mais cooperação, já que “Israel e a América enfrentam ameaças comuns” e citou como exemplos o Estado Islâmico   e “países, como o Irã, que impulsionam o terrorismo, financiam e fomentam a violência”. Rivlin, por sua vez, agradeceu Trump por trazer “energia nova para avançar”. “O povo judeu voltou à sua terra histórica depois de 2.000 anos de exílio. Até nos tempos mais difíceis, nunca nos demos por vencidos quando o assunto era alcançar a paz com os nossos vizinhos”, disse o israelita.

Fonte: Reuters e EFE

 

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