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Ismael Diogo e Luís Brandão “arrastam” JES no caso CNC

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O ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos foi citado por dois dos seus antigos colaboradores como tendo autorizado o desvio dos fundos do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) para beneficiar empresas particulares.

É a primeira vez que o antigo Chefe de Estado é publicamente implicado em casos de corrupção durante o seu consulado.

Em depoimento na quarta-feira, 17 de julho, no Tribunal Supremo, que julga o caso do desvio de fundos do Conselho Nacional de Carregadores – CNC, o antigo ministro dos Transportes, André Luís Brandão, entre 1992 e 2008, e mais tarde secretário do Presidente para a Contratação Pública, disse que José Eduardo dos Santos autorizou a participação dos 10 por cento do orgão no Banco de Negócios Internacional (BNI), decisão atribuída ao antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás.

Luís Brandão, arrolado como testemunha no processo em que Augusto Tomás é a figura central do julgamento, afirmou que ele tratou apenas do processo que foi formalizado, à posterior, pela direcção do ex-ministro.

Por seu turno, o líder da Fundação Eduardo dos Santos, Ismael Diogo, também declarou que a injecção, por Augusto Tomás, de capitais nas empresas ASGM e CIMMA foi igualmente autorizada pelo antigo Presidente da República, no quadro da parceria público-privada, iniciada em 2008.

A ASGM e CIMMA – a primeira virada para a importação e montagem de viaturas e a segunda para Montagens Metalomecanicas – tinham como accionistas empresas e figuras ligadas ao partido no poder.

 

C/ VOA

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Avatar

    Faria J. Anselmo

    18/07/2019 às 9:08 pm

    É a hora do partido no poder fazer uma introspecção coerente e verdadeira e vir explicar a público em conferência de imprensa, como tudo se passou durante os 40 anos de Governação e repor todos os dinheiros investidos e perdidos durante estes 40 anos. Até compreendo que nos anos de Guerra e fim de guerra, seria escolhido uma estratégia governativa que passou talvez em escolher pessoas de confiança do partido no Governo com o intuito de serem capazes de dinamizar e rentabilizar dinheiros, já que o País não detinha tecido empresarial estruturado. Já o nosso Ex presidente Eng. José Eduardo dos Santos em alguma altura com a maior justeza e sensatez admitiu erros de Governação… Pergunto, quem os não teve na Vida…Acho que é hora de justificarem e se justificar, sem crusificar ninguém à partida… Mas sim Julgar a verdade do contexto temporal.

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