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Isabel dos Santos processa jornalistas e diz que investiu em Portugal com “fundos lícitos”

Redação

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Num comunicado emitido esta segunda-feira a empresária angolana anuncia também que vai processar o consórcio de jornalistas responsável pela divulgação do Luanda Leaks.

Isabel dos Santos revelou esta segunda-feira que vai avançar com ações em tribunal contra o consórcio de jornalistas que divulgou a investigação “Luanda Leaks”, reafirmando a origem lícita dos investimentos que fez em Portugal.

“Refuto as alegações infundadas e falsas afirmações e informo que deram início as diligências para as ações legais contra a ICIJ [Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação) e parceiros da ICIJ, as quais serão conduzidas pela empresa internacional de advogados Schillings Partners”, revelou, em comunicado enviado à agência Lusa, Isabel dos Santos.

A empresária, acusada em Angola de má gestão e desvio de fundos da companhia petrolífera estatal Sonangol, considera que foi “alvo de uma campanha […] orquestrada por vários órgãos de comunicação social”.

“Foram usados seletivamente imagens e documentos, mal interpretados e supostamente baseados em e-mails obtidos criminalmente por via de ‘hacking’, para construir uma narrativa enganosa sobre as minhas empresas, investimentos e trabalho em geral”, afirmou.

Isabel dos Santos lamenta o que considera “ações irresponsáveis de alguns jornalistas que […]desencadearam uma tragédia humana e negligenciaram o respeito pelo direito à privacidade”.

A empresária, que depois das revelações da investigação jornalística tem anunciado a intenção de alienar as suas participações em várias empresas portuguesas, garante que nenhum desses investimentos foi feito com “fundos de origem ilícita”.

“Os investimentos realizados em Portugal foram constituídos por fundos lícitos, tendo sido respeitados os procedimentos do Banco Nacional de Angola (BNA) no que se refere ao licenciamento de exportação de capitais”, disse.

“As empresas com as quais opero são legítimas, pagam impostos, e nenhuma foi jamais condenada por atividade criminal”, acrescentou.

Entre os investimentos, destacou a relação empresarial com a Portugal Telecom Ventures, adiantando que a parceria em Angola gerou mais de mil milhões de euros em dividendos.

C/ Lusa

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