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Justiça

Isabel dos Santos constituída arguida

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A empresária angolana Isabel dos Santos foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela Sonangol, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da República, Heldér Pitta Grós.

O anúncio foi feito pelo procurador-geral, Heldér Pitta Grós, em conferência de imprensa em Luanda.

Esta notícia surge após a investigação levada a cabo pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sua sigla em inglês), que foi revelada no passado domingo.

Isabel dos Santos fala em “ataque político” e “caça às bruxas”

A empresária angolana afirma que a investigação é baseada em “documentos e informações falsas”, num “ataque político” coordenado com o Governo angolano. “As notícias do ICIJ [Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação] baseiam-se em muitos documentos falsos e falsa informação, é um ataque político coordenado em coordenação com o ‘Governo Angolano’ (sic). 715 mil documentos lidos? Quem acredita nisso?”

Entretanto, a empresária deu uma entrevista ao programa Panorama no canal inglês BBC na qual argumenta que “as autoridades angolanas embarcaram numa caça às bruxas muito, muito seletiva, que serve o propósito de dizer que há duas ou três pessoas relacionadas com a família dos Santos”. “Lamento que Angola tenha escolhido este caminho, penso que todos temos muito a perder”, disse.

EuroBic e PwC afastam-se

Na sequência das informações reveladas pelo caso Luanda Leaks, também o banco EuroBic informou em comunicado, esta segunda-feira, que decidiu “encerrar a relação comercial com entidades controladas pelo universo da acionista Eng.ª Isabel dos Santos e pessoas estreitamente relacionadas com a mesma.”

A administração esclarece ainda que “os pagamentos ordenados pela cliente Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) à Matter Business Solutions respeitaram os procedimentos legais e regulamentares formalmente aplicáveis no âmbito da regular relação comercial existente entre este Banco e a Sonangol, designadamente os que se referem à prevenção do branqueamento de capitais.”

 

C/ DN