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Economia

“Investimentos da UE em Angola são muito incipientes”

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O Presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Importações considerou “muito incipientes” os investimentos da União Europeia em Angola. Lello Francisco falava em Luanda, aos jornalistas, à margem do segundo Fórum de Negócios entre Angola e União Europeia.

“Os investimentos da União Europeia são muito incipientes, se tivermos em conta as capacidades da União Europeia e as potencialidades de Angola. Estamos a dizer que em termos de números, apenas 22% de projectos registados pela AIPEX são provenientes de países da União Europeia, e em termos de investimentos é apenas 9%”, afirmou.

Lello Francisco disse que as potencialidades de Angola precisam ser melhor aproveitadas e mostrou-se preocupado com o contínuo processo de importação de produtos, sobretudo alimentares, que, entretanto, Angola já tem capacidade de produzir localmente.

Mostrou-se ainda esperançoso de que nos próximos tempos a presença de investimentos da União Europeia aumente, no quadro das relações económicas com Angola.

Segundo o presidente da AIPEX, o reduzido número de projectos de investimentos europeu em Angola, representa desafios redobrados.

“Nós, os angolanos, temos de continuar a trabalhar para criar as melhores condições possíveis de ambiente de negócios. É preciso assegurar um ambiente bom para quem decide investir em Angola”, disse.

Recordou que o governo leva a cabo um conjunto de medidas de reformas económicas no país, no sentido de atrair investimento estrangeiro.

Sobre o ambiente de negócios no país, Lello Francisco disse que é composto por vários factores, como infra-estruturas, vias de comunicação, como Estradas, caminhos de Ferro, entre outros.

Para o responsável, a resolução destes desafios, aliados a posição geográfica do país tornará Angola competitivo para atrair investimento estrangeiro.

Lello Francisco aproveitou a ocasião para dizer que neste ano de 2023, o exercício económico vigente registou investimentos que estiveram aquém do desejado, pois “os números da AIPEX podem ser melhores”, a olhar para as potencialidades económicas.

“Até ao final do ano poderemos ter cerca de 200 projectos efectivamente implementados”, afirmou, garantindo que para o próximo anos, “mais esforço” estão a ser feitos para melhorar o actual quadro.

Disse ainda que nos últimos cinco anos, a Agência de Investimentos e Promoção das Exportações registou uma arrecadação de receitas de dez mil milhões de dólares.