África
Inundações em Moçambique expõem falhas de governação, diz Mondlane
O político Venâncio Mondlane disse que as mortes devido às chuvas e inundações em Moçambique resultam da corrupção e “governação falhada”, anunciando a abertura de sedes e delegações do seu partido para acolher as vítimas.
Em conferência de imprensa, em Maputo, esta semana, Mondlane afirmou que o país já beneficiou de diversos fundos de financiamento para o desenho de estratégias e infra-estruturas para mitigar os impactos das chuvas e das inundações e acusou os gestores públicos de desviar os referidos fundos, pedindo, por isso, a sua responsabilização.
Nas mesmas declarações, o político pediu esforços colectivos para apoiar as vítimas, anunciando a abertura das sedes e delegações do partido, incluindo nos distritos e localidades, para funcionarem como centros de acolhimento, com o político a pedir envolvimento dos coordenadores do Anamola na reconstrução de bens públicos destruídos pelas chuvas.
As chuvas fortes em Moçambique afectaram em menos de um mês 123.495 pessoas, provocando oito mortos bem como a destruição total ou parcial de quase 4.000 casas, segundo um balanço divulgado hoje.
Em todo o país, desde o início da época chuvosa, em Outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, já morreram pelo menos 94 pessoas, devido às fortes chuvas, situação que se agravou sobretudo desde o final de Dezembro.
Na quarta-feira, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos de Moçambique, estimou que pelo menos 400 mil pessoas estão em risco de serem retiradas compulsivamente das zonas de residência, devido ao risco de inundações na província de Gaza, sul do país.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique emitiu no mesmo dia um alerta vermelho para chuvas fortes a muito fortes nas próximas horas, sobretudo nas províncias de Gaza e Maputo, com risco elevado de cheias, inundações e descargas atmosféricas.