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Instituições bancárias dos Emirados Árabes Unidos congelam contas de Isabel dos Santos

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Numa publicação feita nesta quinta-feira, 15, a revista Africa Intelligence, informou que as instituições bancárias dos Emirados Árabes Unidos estão a congelar todas as contas da família de Isabel dos Santos e de pessoas que tenham alguma ligação com a mesma.

Segundo a mesma publicação, a qual o Correio da Kianda teve acesso, “a acção é uma resposta a um pedido de ajuda por parte da justiça angolana, que foi atendido rapidamente, com a Unidade de Inteligência Financeira Central do país a contactar os vários bancos com contas ligadas a Isabel dos Santos ou aos seus familiares”.

A Africa Intelligence adianta ainda que o pedido aconteceu antes do início do Ramadão que, actualmente está em curso, ou seja, a 13 de Abril. Na sequência da acção, o Emirates NBD (ex-Banco Nacional de Dubai) e o banco Mashreqbank congelaram todas as contas de Konema Mwenenge, amigo de infância da família.

De recordar que no início da primeira quinzena de Março último, o Presidente João Lourenço viajou para o Dubai, para uma visita cujo objectivo não foi divulgado pelos canais diplomáticos do Governo de Angola.

Isabel dos Santos, encontra-se agora a residir no Dubai, país onde também onde está a viver o seu pai José Eduardo dos Santos, ex-presidente de Angola. O responsável viajou para os Emirados com o objectivo de acompanhar a filha, depois da morte do marido, Sindika Dokolo.

Em finais de Março, Isabel dos Santos acusou o Presidente João Lourenço de tentar “usurpar” ilegalmente os seus bens e apresentou no Tribunal de Londres alegadas provas que revelariam “uma conspiração” no âmbito do processo que envolve a Unitel.

Ainda nesta quinta-feira, o Procurador-Geral da República (PGR) justificou a morosidade do processo de Isabel dos Santos com a sua “complexidade” e referiu que a empresária “é livre de dizer aquilo que achar conveniente para a sua defesa”.

Segundo Hélder Pitta Grós, “os processos não se investigam em seis meses e nem em um ano, esse é o tipo de crimes pela sua complexidade levam muito mais tempo, são muito mais morosos”.

“Requerem também muita intervenção da cooperação internacional a solicitação de exames, de perícias, de documentação”, argumentou, em declarações aos jornalistas, após inaugurar o Parlatório Virtual (Sala de Videoconferência) do Hospital Prisão São Paulo, em Luanda.

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