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Insegurança no nordeste da RDCongo deixa milhares de pessoas sem ajuda humanitária

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Uma nova onda de ataques de grupos rebeldes deixou centenas de milhares de pessoas no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo) incapazes de receber assistência humanitária vital, alertaram ontem várias organizações não-governamentais (ONG).

“Save the Children, o Conselho Dinamarquês para os Refugiados e o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) estão entre as organizações que tiveram de reduzir ou suspender temporariamente as suas atividades desde que os combates se intensificaram no fim-de-semana passado”, lê-se numa declaração emitida pelas organizações.

De acordo com a declaração, mais de 320.000 pessoas só no território de Djugu, na província de Ituri, estão em risco de serem deixadas “sem assistência humanitária” devido à insegurança.

“Na província de Ituri há 1,5 milhões de pessoas deslocadas pela violência. Dependem da assistência humanitária para sobreviver. Cortar o acesso a estes serviços vai empurrá-los para o abismo”, declarou a diretora nacional da NRC na RDCongo, Caitlin Brady.

Isto ocorre numa altura em que a RDCongo enfrenta uma das piores crises humanitárias da sua história, com um número recorde de pessoas deslocadas por ataques de grupos armados.

Só em Ituri, 1,5 milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido à violência.

Além disso, de acordo com dados das Nações Unidas, mais de metade da população da província de Ituri – quase três milhões de pessoas – enfrenta níveis extremos de insegurança alimentar.

Ituri e as províncias vizinhas do Kivu Norte registaram um aumento de ataques rebeldes e mortes de civis ao longo do último ano, levando o Governo congolês a declarar estado de emergência no final de abril.

Contudo, apesar de uma presença militar crescente em ambas as províncias, a sociedade civil e as figuras políticas locais lamentam que a frequência dos ataques não tenha diminuído.

Desde 1998, o leste da RDCongo tem tido vários conflitos alimentados por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz das Nações Unidas na RDCongo (Monusco), que conta com mais de 14.000 soldados destacados.

A ausência de alternativas e de meios de subsistência estáveis levou milhares de congoleses a pegar em armas e, de acordo com a investigação do Barómetro de Segurança Kivu, esta região é agora o campo de batalha para pelo menos 122 grupos rebeldes.

Por Lusa

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