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Indústria salineira reclama da falta de laboratórios para aferir qualidade do sal em Angola

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A indústria salineira em Angola está a debater-se com a falta de laboratórios para aferir a qualidade do sal que é consumido no país.

A preocupação foi apresentada esta quinta-feira, 16, pelo presidente da Associação dos Produtores de Sal, Totas Garrido, quando falava aos jornalistas à margem do Fórum de Benguela, que debateu sobre a importância da cadeia de valor da produção do Sal em Angola, um evento organizado pela AJECO.

De acordo com o líder associativo, neste momento o único laboratório disponível para a análise do sal produzido no país está em Santa Clara, na província do Cunene, ou em Luanda, capital do país para onde têm sido levados os produtos para aferir a garantia de qualidades do produto que é disponibilizado para o consumo humano.

Questionado sobre as reais garantias de segurança de qualidade do sal que é vendido aos consumidores, Totas Garrido foi afirmativo ao responder:

“Existe sim garantia de segurança. Vou-lhe dar um exemplo. Nós quando começamos a produzir sal, não havia mesmo laboratórios. E o sal natural sempre foi um sal que deu uma certa garantia aos nossos consumidores. Há um problema, sim, no laboratório do Serviço Nacional de Qualidade, aqui em Benguela. Mas eles arranjaram um mecanismo que nos permite fazer essas análises no laboratório de Santa Clara”.

A província de Benguela, um dos principais produtores de sal em Angola está neste momento sem laboratórios para análise, razão pela qual as opções passam por enviar para Santa Clara ou Luanda.

“Nós Aprosal, os produtores de Cuanza sul, Benguela e os Namibe, estamos a usar o laboratório de Santa Clara, que é um laboratório certificado e não temos tido problemas”, disse reconhecendo, no entanto que esse envio tem implicações, agravando os custos de produção e financeiros.

“Agrava em custos, não só em custos financeiros, como também agrava em tempo de resposta, porque às vezes nós temos que certificar os lotes e demora um bocadinho mais até termos a certificação dos lotes de sal”.

Quanto ao tempo, O presidente da Aprosal referiu que a solução tem sido adaptar-se aos desafios que o processo apresenta.

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