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Economia

Indicadores económicos internacionais com reflexos positivos para Angola

Manuel Camalata

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Pela primeira vez, o governo angolano apresentou, nesta quinta-feira, 26, em Luanda, os indicadores económicos internacionais, nos sectores externo, monetário e cambial, sector fiscal e sector real, no habitual briefing bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento. O governo diz que o objectivo da apresentação dos indicadores é de informar a sociedade sobre a evolução do contexto macroeconómico internacional e o seu reflexo na economia nacional.

O Secretário de Estado para o planeamento, Nilton Reis, começou por apresentar os indicadores no Sector Externo, que segundo fez saber, mostram-se com uma evolução nos preços das principais commodities no mercado internacional, o fluxo de entrada e saída de divisas e o volume de compra e venda de divisas na economia nacional, tendo dito que, em média, os preços do Brent foram superiores nesta semana em relação à semana anterior, fixados em 44,21 USD/bbl contra 43,22 USD/bbl. Em relação as ramas angolanas, o comportamento foi o mesmo, por se ter situado nos 43,63 USD/bbl contra 42,58 USD/bbl na semana anterior.

De acordo com o governante, as notícias optimistas sobre as vacinas de combate à covid-19 e a perspectiva de extensão, por mais tempo, do acordo de corte da produção de barris por parte da OPEP, em cerca de 7,7 milhões de barris/dia contribuíram para que o preço do brent subisse o preço do barril de petróleo no mercado internacional.
Um aumento que também se estende para o preço dos contratos de futuros do Brent, tendo sido, de acordo com Nilton Reis, registado “uma valorização de 5,1% em relação à semana passada, situando-se nos USD 44,96 por barril, em sintonia com o desempenho das ramas angolanas, que registaram um aumento de 5,79%, passando para USD 44,55 por barril”.

Em sentido contrário esteve, segundo o Secretário de Estado, o gás natural, que registou uma diminuição para USD 2,6 / MMBTU (Mercado de Medias Internacionais), em termos médios, devido ao aumento da oferta no mercado, influenciada pelo aumento da produção da China e dos EUA.

O preço do Ouro registou igualmente um aumento em 0,3%, em termos médios, comparativamente a última semana, tendo sido fixado em 1.880 USD por onça. A subida foi justificada pela redução da procura para efeitos de reservas de valor no mercado internacional, na sequência dos anúncios recentes sobre os níveis de eficácias das vacinas contra a covid-19.

O aumento da procura da economia chinesa induziu a que o preço dos bens alimentares também registasse alteração, com o trigo baixar 0,1%, os preços do açúcar, milho e arroz registaram aumentos de 3,1%, 2% e 1,6%, respectivamente.

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