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Impasse mantém-se no PHA após tentativa de mediação do Tribunal Constitucional

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O clima de tensão interna no Partido Humanista Angolano mantém-se, apesar da tentativa de mediação promovida pelo Tribunal Constitucional de Angola, numa altura em que persistem divergências profundas entre a liderança e membros da Comissão Política.

O porta-voz do grupo de membros suspensos da Comissão Política, Nsimba Luwawa, confirmou a participação no encontro promovido pela instância judicial, que visava aproximar as partes em conflito. No entanto, afirmou que a iniciativa não produziu os resultados esperados, alegando que a presidente do partido, Florbela Malaquias, terá recusado qualquer diálogo com os membros suspensos.

Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o responsável referiu que a mediação foi desencadeada face ao elevado número de processos submetidos ao Tribunal Constitucional  mais de uma dezena  e ao risco de muitos não serem apreciados em tempo útil, tendo em conta a proximidade do ciclo eleitoral.

Segundo Luwawa, durante o encontro, a líder do partido não concordou com a proposta de conciliação apresentada pelo tribunal e terá defendido o prosseguimento dos processos judiciais em curso, ao invés de uma solução interna.

Por sua vez, o Tribunal Constitucional admitiu que, do ponto de vista processual, poderá ser difícil decidir todos os casos ainda este ano, sublinhando que uma solução interna no seio do partido seria a via mais adequada para ultrapassar o impasse.

Entretanto, a presidente do PHA terá justificado a sua posição com base na alegada falta de confiança política em relação aos membros suspensos, considerando inviável, para já, um processo de reconciliação.

A crise no partido intensificou-se após acusações feitas por membros da Comissão Política contra a liderança, envolvendo alegadas violações dos estatutos, apropriação indevida de bens e práticas de nepotismo.

A Rádio Correio da Kianda tentou ouvir a direcção do partido, que promete pronunciar-se nos próximos momentos.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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