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Igreja “tem de se responsabilizar” por abusos sexuais cometidos dentro da instituição

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A Igreja “tem o dever ético de se responsabilizar”, reagiu o Presidente da República de Portugal esta terça-feira, 14, ao relatório da Comissão Independente sobre os abusos sexuais na Igreja Católica, apresentado ontem.

Conforme publicado pela imprensa local, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que o número de abusos sexuais na Igreja, “ultrapassou o que tinha pensado no início”.

“Este número é bem superior ao anterior e para o tempo em que trabalhou a comissão, significa que pode ainda ser apenas uma parte do fenómeno”, disse Marcelo Rebelo aos jornalistas portugueses, esta terça-feira.

O chefe de Estado português defendeu, durante as suas declarações, que a Igreja “tem de se responsabilizar” e “tirar lições para o futuro”.

“É evidente que uma instituição que se confronta com este tipo de relatório é levada a mudar de vida. É inevitável”, afirmou, defendendo que “seria bom” ter uma comissão ligada ao Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa disse estar em “total sintonia” com a Comissão Independente sobre a mudança da lei em relação à prescrição dos crimes de abusos, mas ressalvou que “a última palavra é do Parlamento”.

O relatório sobre os abusos sexuais a menores na Igreja Católica em Portugal revelou que foram validados 512 testemunhos, num total de 4815 vítimas de abusos sexuais na Igreja nos últimos 72 anos.

Com agências internacionais

Portugal: relatório revela mais de 500 testemunhos validados de abusos sexuais a menores na Igreja Católica