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Sociedade

Huíla: autoridades preocupadas com constantes ataques de elefantes

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As autoridades do município do Quipungo, província da Huíla, estão preocupadas com os constantes ataques de elefantes, que matam pessoas e destroem lavras.

Depois de na última quarta-feira, a manada de elefantes ter atacado até à morte, quatro cidadãos do município do Quipungo, na última sexta-feira, os 100 elefantes voltaram a fazer ataques, destruindo várias lavras de cultivo de plantios diversos.

O administrador do Parque Nacional Bikuar, José Maria Kandungo, atribui culpa a população local, pelo facto de construírem as suas residências nas proximidades do Parque.

“O período dos grandes movimentos é a partir de Julho. Se já começaram a fazer os seus movimentos em Abril, significa que vamos ter muitos problemas da mesma natureza”, afirmou, preocupado com a situação.

O administrador afirmou ainda que os fiscais do parque estão no local para controlar a fúria dos animais e evitar destruição.

Depois de destruírem as lavras da população, de acordo com o responsável, a manada dirigiu-se ao rio Cunene.

José Maria Kandungo prevê mesmo que os ataques venham a ser frequentes, a julgar pelo facto de o parque não estar vedado, sublinhando que “não há vedação que trave os elefantes”.

Por sua vez, o soba do município do Quipungo, Joaquim Payande, disse que a falta de alimentação no parque está na base dos constantes ataques de elefantes que procuram pela subsistência nas lavras da região.

“É mesmo falta de alimentação. Aqui deixamos de ver elefantes nos anos 94, 95 até 96”, afirmou.

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