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Sociedade

Huambo: Sindicato decreta greve para exigir reposição de salários

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Uma greve intercalada de cinco dias, de 30 de Maio a 1 de Junho, de 14 a 15 de Junho, foi decretada hoje, terça-feira, na província do Huambo, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social (STECDCSH) para exigir, ao Ministério das Finanças, a reposição dos salários de 2080 professores suspensos em Abril.

A decisão foi tomada durante a assembleia-geral dos filiados daquela organização sindical, em solidariedade aos professores que em Abril ficaram privados dos seus salários, situação que pode repetir-se estes mês.

Em nota enviada à Angop, o sindicato apela adesão massiva de todos os professores a esta greve solidária, ao mesmo tempo que exorta os directores de escolas a ponderarem na aplicação de faltas aos afectados pela medida do Ministério das Finanças.

Na assembleia-geral também foi decidido a criação de uma comissão, composta pelos membros da delegação local das Finanças, direcção da Educação e do Sindicato, para deslocar-se à capital do país para trabalhar directamente com os órgãos centrais, afim de que se possa ultrapassar o mais breve possível a situação.

Ouvido pela Angop, o presidente do STECDCSH, Adriano dos Santos, referiu que a morosidade que se regista na resolução da situação, que está gravemente a condicionar a vida dos professores afectados, constitui o principal fundamento da convocação da greve.

Prometeu que a mesma decorrerá de forma pacífica e ordeira, no cumprimento dos postulados legais em vigor no país, informando que pode ser suspensa antes das datas marcadas, caso se verifique uma mudança positiva do quadro actual da situação.

Já o chefe da secção dos Recursos Humanos da direcção da Educação, Ciência e Tecnologia, Tiago Cangombe, admitiu que a morosidade que se verifica na resolução do problema deve-se à observância dos procedimentos necessários por parte do Ministério das Finanças, que tem a competência exclusiva de repor os trabalhadores até agora suspensos.

Informou que o governo local envidou, em tempo oportuno, todos os esforços na recolha dos documentos exigidos pelo Ministério das Finanças, para a comprovação da efectividade dos professores que se encontram nesta condição.

Apesar de reconhecer que a greve é um direito constitucionalmente consagrado, o responsável solicitou ponderação e espírito patriótico dos profissionais, para não interromperem as aulas que retomaram segunda-feira, depois de um mês de férias referentes ao fim do primeiro trimestre.

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