Politica
“Houve troca de responsabilização e acusações”, diz ACJ sobre encontro com João Lourenço
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse esta terça-feira, 13, que, no encontro com o Presidente da República, João Lourenço, houve um debate intenso com alguma troca de responsabilização e acusações, mas o fim foi positivo.
Adalberto Costa Júnior, afirmou que, só os actos é que vão “demonstrar se houve ou não condição de mudar”, apontando a necessidade de os angolanos terem “um melhor Governo, para todos.
“Houve um debate intenso com alguma troca de responsabilização, de acusações, mas o lado positivo de termos conversado e de termos podido abordar aquilo que nos tem criado os problemas, aquilo que nos tem criado dificuldades e, de facto, está claro que nós não nos conhecemos bem, muitas vezes, porque nós não temos espaço de convivência. E este é um drama real e verdadeiro. A esta iniciativa espero que se sigam acções, de facto, e nós cumprimos o nosso dever”, disse.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a audiência foi solicitada pela UNITA e foi “prontamente respondida”, tendo em conta que o ambiente político que o país tem vivido “obriga a procura de espaços de diálogo, de desanuviamento das realidades, da busca de consensos ligados àquilo que hoje preocupa muito o país”, nomeadamente as propostas de lei ligadas às questões eleitorais.
“Nós todos estamos esperançosos que não tenha sido um debate em vão, que este tempo de partilha possa ajudar-nos a melhorar as abordagens, porque não são as palavras, são os actos que fazem a diferença”, afirmou o líder da UNITA.
Um novo pacote legislativo eleitoral, com propostas de alterações de leis do Executivo angolano e também projectos de leis de iniciativa do grupo parlamentar da UNITA, está actualmente em apreciação na Assembleia Nacional, e tem suscitado algumas questões, como a escolha do Bilhete de Identidade como único documento para o dia da votação ou a eliminação das ‘atas-síntese’ nas assembleias de voto.
Adalberto Costa Júnior, acredita que é possível, na Assembleia Nacional, “encontrar um consenso que traga a democracia, a pluralidade a transparência das propostas eleitorais”.
“Nós abordamos com profundidade esta realidade, partilhamos a preocupação que existe em nós e, creio, na maior parte da sociedade, relativamente às propostas que, de algum modo, o MPLA levou à Assembleia e nós pensamos que Angola precisa de consensos democráticos”, expressou.
O líder do partido do galo negro manifestou-se esperançado que o encontro com o Presidente angolano “de partilha sincera”, tenha permitido identificar “a absoluta necessidade” de se fazer melhor para o futuro de Angola.
