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“Houve precipitação na análise da matéria sobre a aquisição de 600 novos autocarros” – Ricardo D’Abreu

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O Ministro dos Transportes disse esta quinta-feira, 30, na Assembleia Nacional, que “houve precipitação na análise da matéria sobre a aquisição de 600 novos autocarros”.

Ricardo D’ Abreu, que falava à Comissão de Economia e Finanças do Parlamento, ressaltou que o assunto foi tornado público “sem se conhecer o conteúdo daquilo que é o contrato que tem várias outras obrigações por parte da entidade contratada, que tem custos associados a despesas de imposto e taxas que esses contratos tem e a ausência dessas informações deveria ter uma atitude ponderada por parte de quem teceu as considerações que fez”, argumentou.

O responsável pelos Transportes respondia assim à polémica em torno do Despacho Presidencial que autoriza a compra de 600 novos autocarros de transporte públicos, a serem distribuídos pelo país, com um investimento de 323 milhões e 500 mil euros.

“A publicação do Despacho Presidencial é só início de um processo que ainda correrá os trâmites no âmbito do cumprimento da Lei, sendo que o mais importante é o visto do Tribunal de Contas”, avançou.

Segundo comunicado do Ministério dos Transportes divulgado anteriormente pelo Correio da Kianda, “a decisão de adquirir 600 autocarros da marca Volvo, é parte integrante do Programa de Expansão dos Transportes Públicos, comportando quer a aquisição de autocarros standard quer de autocarros articulados, autocarros 4×4 para as províncias do Leste e Sul, o transporte dos mesmos para Angola, seguro de transportes, responsabilidades fiscais aduaneiras, o fornecimento de equipamentos para a manutenção preventiva e a assistência técnica aos veículos, assim como a construção da primeira fábrica de montagem de autocarros na Zona Franca da Barra do Dande, Província do Bengo”, lê-se no documento.

Com o investimento de 323.500.000 euros, o programa garante também o arranque da construção da fábrica montagem de veículos, num investimento estimado em 90 milhões de euros, reservado a reduzir a dependência das importações e de promover a autonomia industrial do país.

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