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Houve “pequenas falhas” mas as eleições da mudança entraram na História

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A Comissão Nacional Eleitoral admitiu que houve “pequenas falhas”, mas segundo garantiu o seu presidente, André da Silva Neto, os incidentes não comprometeram a integridade de um processo democrático que entrará para a História do país como as eleições da mudança: pela primeira vez em 40 anos, o cabeça-de-lista do MPLA não é José Eduardo dos Santos, o homem que governa desde 1979 e que decidiu abandonar a presidência.

João Lourenço, cabeça de lista pelo MPLA está confiava na vitória do seu partido. Ao votar, numa mesa da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, era a imagem da contenção: posou para as câmaras junto da urna, mas não correspondeu aos pedidos dos fotógrafos que lhe pediam para fazer com a mão o número quatro que indica a posição do partido no boletim – conforme aparecia nos cartazes eleitorais.

Lourenço abandonou rapidamente a assembleia de voto e fez uma breve declaração aos jornalistas, para apelar à participação dos angolanos na eleição e para exprimir o seu agrado com a forma como estava a decorrer a votação. “Gostamos da organização. [A assembleia de voto] não tem grandes filas e o acto foi simples e rápido. Acredito que é assim em todo o país”, declarou o candidato favorito.

O presidente da CNE também se congratulou com o “comportamento dos eleitores e de todos os cidadãos envolvidos directa ou indirectamente no processo eleitoral”, e o “clima de serenidade, elevação, civismo, sentido de estado e grande responsabilidade”, disse à agência Lusa.

Os resultados oficiais das eleições gerais só devem ser anunciados esta quinta-feira. As sondagens projectavam mais uma vitória do MPLA, que deverá obter o maior número de assentos no parlamento (de 220 deputados) e eleger o Presidente, que é o cabeça-de-lista do partido com mais votos.

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, participou pela última vez nas eleições na qualidade de chefe de Estado e de Governo. Rodeado de seguranças e jornalistas, o líder do MPLA (só deixará a presidência do partido em 2018), apresentou-se na assembleia de voto 1047 de Luanda, na escola primária de São José de Clunny, para depositar o voto no seu sucessor. No local estavam os antigos presidentes de Timor-Leste e de Moçambique, José Ramos Horta e Joaquim Chissano, respectivamente, bem como o ex-primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves – o trio integrava uma delegação de observadores internacionais convidados pelo Governo angolano para assistir à votação.

Correio da Kianda / Publico
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