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Sociedade

Hospitais de Luanda actuam com menos 100 balões de sangue por dia

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A província de Luanda tem actualmente uma necessidade de 270 balões de sangue/dia, estando a conseguir apenas 170, devido o medo de contágio pelo novo coronavírus, que retrai a intenção dos dadores voluntários em continuar a contribuir – uma diferença de 100 balões, entre a necessidade e a disponibilidade.

Face a esta situação, a directora geral do Instituto Nacional de Sangue, Deodeth Machado, revelou nesta sexta-feira, 13, em Luanda, que aquela instituição enfrenta dificuldades para atender as solicitações à pacientes com necessidades de transfusão sanguínea, pelo facto de a instituição estar a registar uma “considerável baixa de colecta de balões de sangue”, provocada pela pandemia da covid-19, que leva a que as pessoas tenham “medo de doar”, devido ao risco de contágio.

Uma realidade que deixa o Instituto Nacional de Sangue preocupado, pois a procura pelo liquido da vida “tem sido muita”, com destaque para a anemia, assistência às parturientes, bem como a pacientes internados nos serviços de oncologia a liderar a lista de maiores solicitações.

A responsável disse ainda que nesta época de chuva, a tendência é de aumento do número de pacientes com doenças que exigem o consumo de sangue, principalmente em Luanda, ao passo que as demais províncias, registam casos menos “gritante” em relação a Luanda.

O segundo secretário nacional da JMPLA, Santiago Primeiro, que presidiu ao acto de lançamento da terceira fase da campanha de doação de sangue naquele município da província de Luanda, disse que nos dias 13 e 14 de Novembro estava previsto arrecadar oito mil bolsas de sangue em todo o território nacional, através dos 15 mil jovens mobilizados para a campanha. “Este número muito realista é fruto da própria situação que o país vive. Só para ter uma ideia, nas duas primeiras fases nós conseguimos mobilizar mais de 40 mil jovens”, através dos quais foram arrecadadas 10 mil bolsas de sangue.

“Enquanto uns grupos de pessoas mobilizam jovens para pôr as vidas em risco, nós mobilizamos para salvar vidas”

O objectivo, diz Santiago Primeiro, “é ajudar a minimizar a pressão que as nossas unidades sanitárias vão verificando”.

A referida campanha, explica, tem a periodicidade quadrimestral, como compromisso permanente que aquela organização partidária se propôs no quadro da sua responsabilidade social. “Essa nossa acção tem permitido salvar vidas”, disse, advogando, por outro lado, a necessidade de se moralizar o sistema nacional de doação de sangue, com uso responsável do sangue que é doado.

Temos estado a receber denúncias de venda de sangue doado voluntariamente pelos jovens angolanos sem distinção de cor partidária, um acto completamente condenável, e por isso estamos a trabalhar com as instituições afins no sentido de contornar esta situação que em muito nos entristece”, referiu.

Aquele líder juvenil acrescentou ainda que a sua organização juvenil está consciente das dificuldades causadas pela covid-19, e por esta razão está empenhada na campanha. “nós temos estado a dizer que que enquanto determinados grupos de pessoas organizam jovens para colocar em risco suas vidas, nós mobilizamos para salvar vidas, independentemente da cor partidária”, finalizou.

Por sua vez, o director Geral do Hospital Municipal de Icolo e Bengo, Renato Palma, disse à imprensa que a unidade sanitária que dirige enfrenta dificuldades para acudir situações em que se necessita de uma transfusão sanguínea, e que como alternativa, da falta de estoque na dádiva de Sangue são próprios parentes do doente que doam sangue ao seu ente.

Além da campanha de doação de sangue, para o hospital municipal de Icolo e Bengo, os jovens da vila de Catete fizeram rastreio contra a covid-19, através do teste da zaragatoa.

 

“Há uma necessidade urgente de se moralizar o sistema de doação de sangue”, diz JMPLA

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