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Hacker português Rui Pinto suspeito de negociar venda de informações

Redação

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Para o Tribunal da Relação de Lisboa, Rui Pinto continua em prisão preventiva porque, além de não mostrar arrependimento, não há razão para acreditar que não continuasse a usar os seus “especiais” conhecimentos informáticos para cometer crimes.

Ministério Público português suspeita que Rui Pinto pudesse estar a negociar a venda de informações, que tinha obtido através de acesso ilegal a sistemas informáticos, a entidades “com relevante poder económico”.

No acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), proferido nesta terça-feira, o MP refere que “à data da sua detenção o arguido detinha na sua residência um papel por si manuscrito, do qual resulta, indiciariamente, que se encontraria a negociar algum tipo de situação profissional ou de colaboração com terceiros, mediante determinadas condições que pretendia ver satisfeitas, de modo a assegurar o seu futuro. Nessas negociações poderão estar envolvidas entidades com relevante poder económico e que o poderão auxiliar a manter-se em local oculto”.

O TRL respondeu a um recurso da defesa de Rui Pinto contra a decisão do Tribunal de Instrução Criminal de o manter em prisão preventiva, alegando que os pressupostos para esta medida mais gravosa – perturbação do inquérito, perigo de fuga e continuação da atividade criminosa – já não estavam reunidos. Mas o entendimento da Relação foi diferente (ver as razões das partes mais abaixo), voltando a recordar as conclusões a que já tinha chegado num outro acórdão de 2019.

Considerado a única fonte da investigação conhecida por Luanda Leaks, do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), que revelam a teia de investimentos e a origem da fortuna da empresária angolana Isabel dos Santos e do seu marido Sindika Dokolo, Rui Pinto de 30 anos de idade, vai ser julgado por 68 crimes de acesso indevido, por 14 de violação de correspondência, por seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada, este último um crime pelo qual o advogado Aníbal Pinto também foi pronunciado.

 

C/ DN

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