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Guterres diz que República Centro Africana arrisca um novo conflito

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António Guterres condenou a morte na terça-feira de dois ‘capacetes azuis’ marroquinos em Bangassou, sudeste da RCA, dois dias após a morte de um outro soldado do contingente, também de nacionalidade marroquina.

A ONU atribuiu este novo ataque aos anti-Balaka, milícias maioritariamente cristãs.

O chefe da ONU mostrou-se “extremamente inquieto a propósito dos combates no sudeste da República Centro Africana, das exacerbadas tensões interétnicas e dos esforços dos detratores para tentar sabotar o processo de estabilização do país”.

“Se permitirmos que perdure, a actual situação arrisca-se a anular os resultados duramente alcançados para garantir uma paz duradoura”, indicou em comunicado, apelando a todas as partes para “terminarem com a violência” e “tomarem medidas para evitar uma maior deterioração da frágil situação em termos de segurança”.

A RCA, um dos países mais pobres de África, registou sangrentos confrontos na sequência do derrube em 2013 do presidente François Bozizé pelos rebeldes muçulmanos Séléka, suscitando uma contraofensiva das milícias cristãs, os anti-Balaka.

Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas no país e, segundo a ONU, a sobrevivência de 2,3 milhões de pessoas (metade da população) depende de ajuda humanitária.

A ONU deslocou uma força de 12.350 soldados e polícias com o objectivo de proteger os civis e apoiar o governo do presidente Faustin-Archange Touadéra, eleito em 2016.

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