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Guiné-Conacri: Junta Militar leva nova Constituição a referendo em Setembro

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Na Guiné-Conacri, a junta militar no poder anunciou esta terça-feira, 01, que irá organizar um referendo sobre uma nova constituição em 21 de Setembro, como um primeiro passo para o regresso à ordem constitucional devido a pressão internacional de que tem sido alvo.

A notícia sobre a adopção da nova Constituição foi lido na televisão pública, pelo ministro e secretário-geral da Presidência da República, general Amara Camara.

Desde a independência da França em 1958, a Guiné-Conacri tem sido governada por regimes ditatoriais que não conseguiram erradicar a pobreza extrema dos habitantes, apesar dos enormes recursos naturais deste país da África Ocidental.

O general Mamadi Doumbouya, líder da junta militar, prometeu nas saudações de Ano Novo que 2025 seria um “ano eleitoral crucial para completar o regresso à ordem constitucional”, mas sem dar um calendário.

A adopção de uma nova Constituição poderá remover esta barreira, embora Doumbouya tenha declarado repetidamente que não se irá candidatar à presidência.

Sobre o assunto o especialista em relações internacionais Adalberto Malú disse que este anuncia apesar de representar um passo significativo no frágil processo de transição do poder ao Estado civil, deve ser analisado com cautela tanto a luz do contexto interno bem como tendo em conta a dinâmica geopolítica na região do Sahel.

Para o especialista, o sempre adiamento deste referendo alimenta “desconfiança” na concretização desta pretensão, o que resultara em um duplo impacto sendo o primeiro para testar a credibilidade da junta militar e o segundo influenciará a postura de organizações regionais como a CEDEAO.

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