África
Guiné-Bissau: há dois meses das eleições oposição denuncia clima de perseguição política
O ambiente político que se avizinha na Guiné-Bissau é considerado de preocupante, uma vez que até ao dia 25 de Setembro todos os partidos políticos aspirantes a concorrer nas eleições legislativas e presidenciais devem apresentar as suas candidaturas junto do Tribunal Supremo de Justiça, sendo o órgão que valida as candidaturas.
A afirmação foi feita na quinta-feira, 04, à Rádio Correio da Kianda pelo presidente do partido Frente Patriótica de Salvação Nacional, Baciro Djá, que pediu isenção e advertiu o governo de Umaro Sissoco Embaló para deixar de perseguir os políticos na oposição, para que todos candidatos concorram em pé de igualdade.
O também antigo ministro da Defesa do governo de Carlos Gomes Júnior, disse que as eleições marcadas para 23 de Novembro deste ano, constituem o motivo de preocupação, tendo em conta as alegadas tentativas de manipulação de eleições deste ano.
Baciro Djá garantiu, entretanto, que a oposição está atenta, apesar dos órgãos que vão conduzir o processo estejam caducos.
Baciro, que já igualmente foi ministro da Presidência do Conselho de Ministros, ministro dos Assuntos Parlamentares e porta-voz do governo de Domingos Simões Pereira, revela que foi lançado um concurso de recrutamento de pessoas que vão ocupar esses lugares essenciais que poderão alegadamente manipular o processo eleitoral, o que deixa a oposição preocupada.
O político bissau-guineense lançou um grito de socorro à comunidade internacional, a fim de que esteja a acompanhar todos os factos que ocorrem naquele país da lusofonia, no sentido de iniciar um inquérito internacional sobre a sincronização dos dados eleitorais.
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