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África

Guiné-Bissau: dívida pública atinge os 83% do PIB

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A dívida pública da Guiné-Bissau é de 900 mil milhões de francos CFA, ou seja 83% do PIB, estando a ser considerada como uma situação difícil que aquele país África Lusófona está enfrentar, visto que são permitido, a nivel dos acordos de integração económica na sub-região, 70%.

A informação foi avançada pelo Ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, durante uma conferência de imprensa realizada nesta quarta-feira na capital Bissau, sobre a situação das finanças públicas da Guiné-Bissau.

“O novo Governo encontrou um endividamento superior a 80% do PIB, acima dos 70% permitidos pela UEMOA (União Económica e Monetária de África Ocidental) no âmbito da integração económica, colocando assim o país em situação difícil”, revelou o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi.

Encontrámos uma situação caracterizada de acumulação de muita dívida, ou seja, uma situação de sobre-endividamento. Em relação às dívidas de curto e médio prazo, num valor que ascende cerca de 478 mil milhões mas que, somando com as dívidas a longo prazo, temos uma situação complicada que está à volta de cerca de 900 mil milhões de Francos CFA. Essa dívida equivale a cerca de 83% do nosso produto interno bruto. A situação é difícil, o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem conhecimento da situação e está pronto para nos ajudar e, talvez, com outros parceiros, podemos encontrar saídas”, explicou, citado pela RFI.

Dos compromissos com FMI, o ministro Suleimane Seidi aponta o cumprimento de 5 das oito metas e derrapagem globais em despesas que colocam o país acima de 30 biliões de francos CFA, conta os 2 biliões acordados com FMI.

Quanto às receitas fiscais, o ministro fala no incumprimento ligeiro. Enquanto que as despesas correntes, segundo o ministro, a meta era 52 mil milhões FCFA, mas a execução foi de 120 mil milhões. As despesas com salários não deviam ultrapassar os 35% do total das receitas, mas o país superou os 60 mil milhões, isso para além do saldo global que teve uma derrapagem em cerca de 30 mil milhões FCFA.

O governante diz que a situação já é do conhecimento do FMI, cuja missão de avaliação visita Bissau no final de setembro no âmbito do Programa de Facilidade de Crédito Alargado com o Governo.

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