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Guiné-Bissau: Dirigente do PAIGC Carlitos Costa espancado em Bissau após críticas ao referendo constitucional

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O político guineense Carlitos Costa, dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi brutalmente espancado por elementos desconhecidos na capital, Bissau. O incidente ocorreu após o político ter feito um pronunciamento público nas redes sociais, manifestando-se contra a realização do referendo constitucional promovido pelas autoridades locais.

Fontes partidárias confirmaram que Carlitos Costa, que também é membro do Comité Central do PAIGC e próximo do líder partidário Domingos Simões Pereira, foi prontamente socorrido e encontra-se internado numa das clínicas de Bissau a receber tratamento médico. Até ao momento, não foram detalhadas as circunstâncias exactas em que os agressores abordaram o político, sabendo-se apenas que a acção foi perpetrada por indivíduos não identificados.

Críticas ao referendo constitucional na origem do ataque

A agressão estará directamente associada a uma transmissão em directo realizada recentemente por Carlitos Costa na rede social Facebook. Durante a sua intervenção de cerca de 40 minutos, o dirigente partidário abordou de forma crítica a actualidade política da Guiné-Bissau, apelando abertamente ao voto “NÃO” na consulta popular para a nova Constituição, agendada pelas autoridades para o final do mês de Agosto.

Na sua declaração, Costa afirmou categoricamente: “Se o prazer delas [as autoridades] é trazer de volta uma Constituição que já tinha trazido problemas e vários casos ao país, nós, o povo, é que vamos chumbar essa lei para lhes mostrar que não aceitamos a imposição.” O dirigente defendeu ainda que o debate político nacional devia focar-se no esclarecimento dos cidadãos sobre as razões para rejeitar o novo texto constitucional.

Clima de tensão política na Guiné-Bissau

Este caso insere-se num cenário de crescente preocupação com a segurança de figuras políticas na Guiné-Bissau, que tem registado vários episódios de violência física contra opositores e activistas nos últimos anos. O espancamento de Carlitos Costa gerou nova onda de indignação no seio do PAIGC e na sociedade civil, que exigem a responsabilização dos autores morais e materiais do ataque.

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