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Guerra no Médio Oriente: PR defende criação do Estado independente e soberano da Palestina

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O Governo angolano defende a criação de um Estado independente e soberano para a Palestina, como única forma de se pôr um fim definitivo ao violento conflito entre judeus e palestinianos.

A defesa da criação de um Estado soberano e independente da Palestina foi manifestada pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, esta terça-feira, 23, quando discursava  na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo, dirigida ao corpo diplomático acreditado em Angola.

João Lourenço assinalou no seu discurso, que, antes que o povo palestiniano seja completamente exterminado, enquanto é tempo, as Nações Unidas, nomeadamente o seu Conselho de Segurança, devem dar passos concretos para a materialização das suas próprias resoluções, que reflectem a vontade expressa da esmagadora maioria dos seus membros.

O número um do Governo de Angola considera necessária a criação de um  Estado independente e soberano da Palestina, como única forma de se pôr um fim definitivo ao que considera “velho e muito violento conflito”, colocando os dois povos (judeu e palestiniano) e os dois Estados de Israel e da Palestina, a viverem lado a lado, em paz e harmonia, cooperando de forma normal como é suposto acontecer entre países vizinhos que partilham fronteiras comuns.

“A história vai condernar-nos no futuro se mantivermos hoje um silêncio cúmplice e nada fizermos para se acabar com este massacre de civis na Faixa de Gaza”, disse.

João Lourenço enfatizou que Angola olha com bastante apreensão para os acontecimentos que vêm ocorrendo nos últimos anos em diferentes continentes, onde se assiste à violação do Direito Internacional e dos princípios fundamentais da Carta da ONU.

Entende que o mundo não pode aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre a ordem internacional estabelecida, que rege por princípios aceites por todos os Estados membros da ONU que, sem recurso à força das armas, têm toda a liberdade e o direito de lutar pela sua reforma com vista a uma melhor adequação à realidade do mundo   diferente daquele saído do fim da segunda guerra mundial.

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