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Guerra na Ucrânia: Zelensky anuncia “novas brigadas de fuzileiros navais” com armas modernas

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sublinhou esta terça-feira que as viagens ao estrangeiro permitem “fortalecer a defesa” e “aumentar a capacidade” dos militares ucranianos, anunciando a criação de um novo corpo de fuzileiros navais.

A notícia foi avançada pelo site Notícias ao Minuto, nesta terça-feira, citando a Agência Lusa, onde se pode ler declarações de Zelensky, proferidas no seu habitual discurso noturno diário, em que afirma que “Novas brigadas de fuzileiros navais serão adicionadas às nossas unidades existentes e iremos fornecer-lhes armas e equipamentos modernos”.

O governante, que visitou esta terça-feira a região de Donetsk, onde esteve na linha da frente perto de Vuhledar e Maryinka, explicou que a deslocação foi o elemento final “após inúmeras reuniões e negociações com parceiros que decorreram nestes dias e nas semanas anteriores”.

“Todos devem entender isso: a principal tarefa do nosso país e o objectivo de praticamente todas as nossas comunicações internacionais é fortalecer a Ucrânia, fortalecer a nossa defesa, aumentar as capacidades dos nossos guerreiros e do nosso país como um todo”, salientou o Presidente da Ucrânia.

Zelensky frisou ainda que “cada visita” ao estrangeiro e “quase todas as negociações” permitem que a Ucrânia “se torne mais forte”.

“Agradeço a todos que dão força à Ucrânia! A força do nosso Estado agora, a força da nossa defesa agora, é a base da força da ordem internacional baseada em regras”, concluiu.

Além da Crimeia, península ucraniana anexada em 2014, Moscovo declarou, desde o início da guerra, a anexação de quatro regiões da Ucrânia – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia -, embora não controle a totalidade dos respectivos territórios.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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