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Guerra na Ucrânia: Pronunciamentos de Serguei Lavrov azedam relações entre Rússia e Israel

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As declarações da manhã desta terça-feira, 02, do ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, estão a ser encaradas como um erro imperdoável pelo Israel que emitiu um comunicado, enviado ao Correio da Kianda.

Após as graves observações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador russo em Israel para uma reunião de esclarecimento com o vice-diretor-geral de Assuntos da Eurásia.

No encontro de carácter urgente, Yair Lapid disse que “os comentários do ministro das Relações Exteriores Lavrov são uma declaração imperdoável e ultrajante, bem como um terrível erro histórico”, pois “os judeus não se mataram no Holocausto”.

Para o diplomata, “o nível mais baixo de racismo contra os judeus é acusar os próprios judeus de antissemitismo”.

O primeiro ministro de Israel, Naftali Bennett, disse que vê com “a  maior severidade a declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia. Suas palavras são falsas e suas intenções estão erradas”, acrescentando que o objetivo de “tais mentiras” da Russia, é acusar os próprios judeus dos crimes mais terríveis da história, que foram perpetrados contra eles, e assim absolver os inimigos de Israel de responsabilidade.

“Como já disse, nenhuma guerra em nosso tempo é como o Holocausto ou comparável ao Holocausto. O uso do Holocausto do Povo judeu como ferramenta política deve cessar imediatamente”, disse.

Considerou de “absurdas, delirantes, perigosas e merecedoras de condenação”, as recentes  observações do ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergeĭ Lavrov.

Para ele “Lavrov está propagando a inversão do Holocausto – transformando as vítimas em criminosos – com base e promovendo uma afirmação completamente infundada de que Hitler era descendente de judeus”.

O político Israelita acrescentou ser Igualmente grave chamar os ucranianos em geral, e o presidente Zelensky em particular, de nazistas. “Isso, entre outras coisas, é uma completa distorção da história e uma afronta às vítimas do nazismo”.

Recordar que nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse, que facto do presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, ser judeu não impedia presença de nazistas no país e fez comparação com líder nazista. Um pronunciamento que vem azedar as relações entres os dois estados, em que o diplomata russo acusa Israel de apoiar os neonazistas na Ucrânia.