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Guerra fria: Xi Jinping condena tentativas de “formar pequenos círculos políticos”

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O Presidente da China, Xi Jinping, disse hoje que a região da Ásia-Pacífico deve evitar “regressar ao confronto e divisão” do tempo da Guerra Fria, alertando que as tentativas de “formar pequenos círculos políticos” estão condenadas ao fracasso.

“A região da Ásia-Pacífico não pode e não deve regressar ao estado de confronto e divisão da Guerra Fria”, afirmou Xi Jinping numa mensagem de vídeo gravada para o Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que decorre na cidade neozelandesa de Auckland entre quinta-feira e sexta-feira.

Os comentários do Presidente chinês surgem num contexto de rivalidade geoestratégica entre a China e os Estados Unidos, bem como de uma subida de tensões, após o anúncio em Setembro do pacto de defesa AUKUS, assinado entre Washington, Camberra e Londres, para fazer frente à China na região do Indo-Pacífico.

Xi Jinping, que não esteve presente na cimeira do clima COP26 na cidade escocesa de Glasgow, pediu também aos líderes da APEC que facilitem o comércio e os investimentos, mantenham a estabilidade e o funcionamento das cadeias industriais e de fornecimento, e ainda para que promovam o crescimento económico apoiado pelo desenvolvimento sustentável e uma transição ecológica para poder reduzir as emissões de carbono.

“Sem desenvolvimento, será impossível reunir a força económica necessária para alcançar a transição verde”, defendeu o chefe de Estado chinês, sublinhando que “negligenciar os meios de subsistência das pessoas significará a perda de apoio social para conseguir a transição verde”.

No primeiro dia do Fórum a APEC, está programada a participação da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, a anfitriã do evento este ano, assim como dos representantes da Coreia do Sul, Indonésia, Peru, Singapura, Tailândia e Vietname.

Esta cimeira concentrar-se-á na recuperação económica pós-pandemia, digitalização da economia, livre comércio, energia verde e alterações climáticas, e também no crescimento sustentado e na segurança alimentar, entre outras questões.

O evento, que representa 60% do PIB mundial e mais de metade do comércio global, engloba um mercado de cerca de 2,85 mil milhões de consumidores — 40% da população mundial — e tem como objetivo estabelecer uma zona de livre comércio entre os 21 Estados-membros.

As economias que fazem parte da APEC, fundada em 1989, são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Singapura, Taiwan, Tailândia e Vietname.

Por Lusa