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Guerra devasta economia palestina e Israel contrai 19%

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Directora geral do FMI avisa que a Palestina está a ser ”devastada” economicamente, e não vê outra solução senão a ”paz duradoura”. Entretanto, não só a Palestina ressente face à guerra, Israel e grandes economias mundiais também sentem-se asfixiadas, dado os ataques dos Houthis contra navios comerciais no Mar Vermelho.

A guerra entre Israel e o Hamas, grupo palestino que governa a Faixa de Gaza, está a devastar a economia da Palestina como um todo. Por exemplo, a actividade económica na Faixa de Gaza ruiu 80% entre Outubro e Dezembro de 2023.

Na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, a queda foi de 22%. Os actuais dados financeiros foram apresentados pela directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que lamenta o facto de os líderes políticos e militares se revelarem incapazes de pôr termo ao conflito que já ceifou a vida de mais de 30 mil pessoas.

”As perspectivas desastrosas para a economia palestina pioram à medida que o conflito continua”, advertiu Kristalina Georgieva, para quem apenas uma ”paz duradoura” pode melhorar as ”perspectivas”.

De referir que não só a Palestina ressente com a guerra. Israel, uma economia de 500 bilhões de dólares, também regista impacto negativo, dado que as suas contas, segundo o Escritório Central de Estatísticas local, apontam para uma contracção de 19,4% nos últimos trimestre do ano passado, período em que a guerra eclodiu.

A queda resultou, especialmente da queda no consumo, da convocação maciça de reservistas e dezenas de milhares de pessoas deslocadas das cidades fronteiriças próximas a Gaza e ao Líbano devido aos constantes ataques com foguetes do Hamas e do Hezbollah.

A par da Palestina e de Israel, as grandes economias também ressentem, tendo em conta os ataques dos Houthis, grupo rebelde iemenita que, em solidariedade ao Hamas e a Palestina, passou a atacar os navios comerciais que percorrem o Mar Velho.

Desde o início dos ataques dos Houthis aos navios mercantis, a rota do Mar Velho registou uma redução de 50% do fluxo, e os custos de transportes dispararam significativamente.